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Inteligência Emocional: o equilíbro comportamental

Por: Josiane Müller

Resumo

Este estudo consiste, basicamente, na pesquisa sobre Inteligência Emocional.
A inteligência emocional é um tipo de inteligência que envolve as emoções voltadas em prol de si mesmo. Para que um indivíduo se desempenhe bem esse necessita de inteligência intelectual, flexibilidade mental, objetivos traçados, equilíbrio emocional e determinação. Adquirindo a capacidade de se auto-conhecer, lidar com os sentimentos, controlando-os, administrando as emoções, levando-as a serem influenciadas pelos objetivos, relacionando-se e observando o emocional de outras pessoas.
As emoções muitas vezes influenciam as pessoas em suas decisões e isso significa que esta se mantém positivamente ativa já que colabora com o amplo e global crescimento do indivíduo. Pode ser desenvolvida positivamente já que possui tanta influência sobre as pessoas através das observações e avaliações do próprio comportamento e sentimento, ocultando sentimentos como raiva, desânimo, frustração e substituindo-os por bom-humor, entusiasmo, positivismo.

Notas Introdutórias

Tal artigo irá tratar, essencialmente, da Inteligência Emocional. Ao decorrer do artigo, foi proposto dar uma embasada em vários conceitos e discussões em torno do assunto.

Seguindo da analise do vídeo “Inteligência Emocional” << http://www.youtube.com/watch?v=0o-SOKdPn0c>> e do documentário dado em aula entende-se a importância das emoções, tanto no meio social quanto profissional. Sendo desperta o interesse de estudo nessa área e vê-se aonde erramos, e acham-se algumas respostas de alguns questionamentos. Então rumo a busca do equilíbrio emocional!

Inteligência Emocional: O que é?

Sob uma reflexão do que é a inteligencia humana, pesquisando encontra-se varias explicações e todas levam a uma definição comum, que a inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair idéias, compreender idéias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um escopo muito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, a personalidade, o caráter ou a sabedoria.

Acompanhando analises, vejamos as definições da Inteligência e da Inteligência Emocional:

Definições – Inteligência

Existem dois "consensos" de definição de inteligência. O primeiro, de "Intelligence: Knowns and Unknowns", um relatório de uma equipe congregada pela Associação Americana de Psicologia em 1995:
"Os indivíduos diferem na habilidade de entender idéias complexas, de se adaptar com eficácia ao ambiente, de aprender com a experiência, de se engajar nas várias formas de raciocínio, de superar obstáculos mediante pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de 'inteligência' são tentativas de aclarar e organizar este conjunto complexo de fenômenos."
Uma segunda definição de inteligência vem de "Mainstream Science on Intelligence", que foi assinada por 52 pesquisadores em inteligência, em 1994:
"uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender idéias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta - 'pegar no ar', 'pegar' o sentido das coisas ou 'perceber'"
Herrnstein and Murray: "...habilidade cognitiva."
Sternberg and Salter: "...comportamento adaptativo orientado a metas."
Saulo Vallory: "...habilidade de intencionalmente reorganizar informações para inferir novos conhecimentos."

Definições – Inteligência Emocional

Os cientistas Peter Salovey e John D. Mayer dividiram a inteligência emocional em quatro domínios:
1-percepção das emoções - inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos: através da voz ou expressão facial, por exemplo, a pessoa que sobressai nessa habilidade percebe a variação e mudança no estado emocional de outra; a segunda ramificação da inteligência emocional;
2-uso das emoções – implica a capacidade de empregar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio;
3-entender emoções, é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes;
4-controle (e transformação) da emoção, o aspecto mais habitualmente identificado da inteligência emocional – aptidão para lidar com esse sentimento.

O conceito de Inteligência Emocional

Segundo Gilberto Vitor, a inteligência emocional está relacionada a habilidades, tais como, motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento aos objetivos de interesses comuns.
Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
Auto-Conhecimento Emocional – reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
Controle Emocional – habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
Auto-Motivação – dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
Reconhecimento de Emoções em outras pessoas.
Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

As três primeiras acima se referem à Inteligência Intra-Pessoal. As duas ultimas, a Inteligência Inter-Pessoal.
Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas; o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.
Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea.
Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
Empatia – Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum.
Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.
Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usa-lo de forma efetiva e construtiva.

A Ênfase nas Emoções

Para a sobrevivência, nossas emoções foram desenvolvidas naturalmente através de milhões de anos de evolução; possuem o potencial de nos servir como um sofisticado e delicado sistema interno de orientação. As emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas.
Para a tomada de decisão, nossas emoções são uma fonte valiosa da informação; nos ajudam a tomar decisões.
Para o ajuste de limites, quando nos sentimos incomodados com o comportamento de uma pessoa, nossas emoções nos alertam.
Para a comunicação, nossas emoções ajudam-nos a comunicar com os outros; com expressões faciais e sendo verbalmente hábeis tem-se a possibilidade maior de expressar as nossas emoções.
Para a união, nossas emoções são, talvez, a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana. Claramente, as diferenças religiosas, cultural e política não permitem isto, apesar das emoções serem universais.

Notas Conclusivas

Em conclusão nota-se a importância do equilíbrio emocional. Pode comprovar durante o artigo, que a Inteligência emocional nada mais é do que um estágio avançado na evolução do pensamento humano, onde a capacidade de sentir, entender, controlar e modificar o estado emocional próprio ou de outra pessoa seja dada de forma organizada.
A Psicóloga Mariana Rodrigues dá uma dica importante, que vale salientar, ela diz que é bom Investir em atividades que possam lhe trazer maior equilíbrio emocional onde seja valorizado cada vez mais por toda e qualquer empresa, mesmo que estas atitudes venham disfarçadas com outros nomes e descrições, como “uma equipe com iniciativa” e “um líder que alcance resultados e que gerencie crises e processo de mudança”. Estamos falando de pessoas com a capacidade de melhorar os relacionamentos dentro do ambiente de trabalho, o que, por sua vez, irá gerar melhores resultados. E você, usufrui de sua inteligência emocional?

Notas Bibliográficas

ANTUNES, Celso. A inteligência emocional na construção do novo eu. 12. Ed. Petrópolis: Vozes, 2005. 84 p.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Edição revista. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 370 p.
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. 5.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996. 375 p.
PESQUISAS feitas no meio eletrônico, como sites de busca (google, uol, yahoo, MSN).

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