Por: Luiz Romeu Oliboni
Mirage ! mirage ! mirage !
O som – muito após o avião.
Muita velocidade...
O ar é removido pela tecnologia!
O agricultor à sobra do seu chapéu
pensando qual Descartes
na elaboração do ‘Método’:
cinco, seis, sete e ou mais filhos.
Aquele que não veio.
A chuva que não cai.
O Sol que não vai.
A formiga que não morre.
O tempo que não muda.
Os anos que passam.
A morte que vem.
A vida que nasce sofrida.
Eu sou da terra padecida.
Sou valente e bravo.
Sou da terra o escravo
e da família o pão.
Dos filhos que vieram:
-sou a sorte,
-dos que não vieram, também.
Sou amplo,
profundo
e mudo
no mundo
que nunca mudei...
Sou da terra a seiva ressequida,
do fruto o suor evaporado,
da vida resta-me a família,
por transcendental:
o céu imaginado!
Submarino
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