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Hino gaúcho

Por: Luiz Romeu Oliboni

HINO GAÚCHO

De Luiz Romeu Oliboni
l.oliboni@terra.com.br

Quando o gaúcho nasce...

Nasce ao nascer do sentimento:
o cavalo, a amizade, a criação!
O canto, é mais forte, canção:
o Pai, lá de cima, é o Patrão.

O pago...

Aqui viver, vive-se o dever:
trabalhar e vencer é a linha...
Gaúcho cultua e caminha
a tradição de seu povo...

Pensando...

O bem e o mal lutam,
é fusão, mistura bruta,
é força mística, oculta,
que a alma incendeia:
mas o bem ao mal vence
na terra de gaúcho...

Lutar é...

Não ser fraco, é ser guerreiro,
milhares, milheiros querem
o pago de volta ao seu coração:
a estrada, o rancho e o chão.

A ida requer a volta:
dois caminhos...

Gaúcho desgarrado, vagueia,
sua alma, trapilha, incendeia,
é animal vivo - morto, solto,
à volta, de volta, anseia,
seu peito fervilha e medeia
a estrada, o rancho e o chão.

Salvo, que bom...

Está vivo o gaúcho de pé,
ser desse pago é devoção.
Viver, lutar a luta com fé,
é nosso mapa: o coração.

A alma desse chão...

Gaúcho é estado de espírito:
homem crédulo e de perdão,
se necessária for, a correção,
a quem não importa o teor,
o valor, vale a recuperação.

Destemido...

Gaúcho não se atormenta
das lendas e devaneios!...
As lutas é que foram feias...
Mas o presente requer paz,
é o que todos querem...
Futuro de chão firme:
vida, Educação, Trabalho!
È que o Rio Grande merece!



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