Publicidade

Acesso Restrito

Teatro de homenagem para o Dia das Mães

Por: Solange da Cruz Battirola

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA

HOMENAGEM ÀS MÃES SÃO-LUIZENSES
DATA: 13/05/2000.

LOCAL: CENTRO DE ARTES
HORA: 16h.

TEATRO DAS MÃES

CENA I

LOCUTOR: apresentamos uma família qualquer, com mãe, pai, filhos, tia e avó. Todos morando em uma casa simples. A família com seus mais diversos membros deve ser uma semente plantada com atenção, confiança, oração, paz, gratuidade, doação, perdão, união,carinho e regada todos os dias com muito amor.

Infelizmente, nem sempre este amor existe, ou se existe, passa por momentos difíceis. Muita coisa pode interferir nesse projeto de amor que é a família, criada por Deus. Ás vezes, a gente nem presta atenção e a família começa a se desintegrar.

As pessoas vão se afastando cada vez mais umas das outras e de Deus, e vai surgindo a falta de fé, o ciúme, o cansaço, a desatenção, o desrespeito, infidelidade, consumismo, desonestidade, conflitos, desamor , a desunião, a televisão é o diálogo, os vícios, como drogas e álcool, surge a depressão, os sonhos vão se desfazendo com a falta de tempo e de diálogo. Tudo o que destrói um lar, destrói também a fé no coração dos filhos. 

ONDE FOI QUE FALHAMOS?

CENA II
FILHO 1: Ô mãe! Onde está o meu sapato? Onde está o meu sapato? Onde está o meu sapato?

MÃE: está embaixo da cama .

VÓ: No meu tempo não era assim! A gente respeitava e pedia por favor aos mais velhos!

FILHO 2 :Mãnhêêêê! Tô com fome!

MÃE: você acabou de devorar um pacote de biscoitos, espere o almoço!

FILHO 3: Mãe, me ajuda aqui a prender os meus cabelos!

MÃE: Você precisa cuidar melhor desses cabelos.

FILHO 3: Como? Com esse shampoo vagabundo que a senhora compra?

MÃE: É o que a gente pode comprar. Você e seus irmãos só pensam em gastar, gastar e gastar!

FILHO 3: gastar? Gastar se a senhora comprasse aquele par de tênis que eu tô paquerando e aquele chinelo lindo da propaganda do Mateo, que é mais lindo ainda. Pô coroa, deixa de contar piadas que essa já é velha.

MÃE:bom, deixa isso pra lá. Como é que vão os estudos?

FILHO 3: vão indo....

MÃE: Filha, por favor, não fique para recuperação. Ano passado você ficou em 5 matérias. Se repetir a dose teu pai, tua tia e eu somos capazes de cometer uma loucura.

FILHO 3: Pode deixar mãe, tá tudo sob controle. Fique fria, tá?

VÓ: No meu tempo não era assim!

FILHO 4: Mãe, eu tô na esquina papeando com meus amigos, vendo as gatinhas, paquerando e aí...

MÃE: Aí, que você devia tomar vergonha nessa carinha de paquerador barato e me ouvir mais. Esta semana eu estive lá na tua escola e não gostei nada do que eu ouvi.

FILHO 4: Que nada, velha! Aquela professora não vai com a minha cara, até parece uma jararaca que vive me perseguindo!

MÃE: Olha, vejam só o santinho!

FILHO 4: Tô saindo! Fui!

PAI: Essa amizade com a turminha da rua.

FILHO 4: A turma é legal, pai! Só tem gente fina!

PAI: Não sei não. Se eu desconfiar de alguma coisa, já sabe, né?

FILHO 4: Não tem nada de mais. A patota só quer curtir a vida.

MÃE: Nessa idade é assim mesmo. Depois passa.

PAI: só não chegue tarde, filho. Você já conhece a sua mãe, ela não dorme enquanto tu não entra.

MÃE: Vou ficar te esperando, com minhas orações.

CENA III

SALA, SOFÁ E TELEVISÃO....CASAL SEPARADO. CADA QUAL SENTADO EM UMA EXTREMIDADE DO SOFÁ SEM SE FALAREM.

MÃE: Agora que os pequenos foram deitar e que Juquinha saiu, será que a gente pode conversar feito gente civilizada?

PAI:Talvez! Me deixa assistir televisão que depois a gente se fala.

MÃE: Mas, a teve é mais importante que eu?

PAI: Ás vezes!

MÃE: Eu sei , tudo bem só não precisa me jogar isso na cara.

PAI: Você tem razão. Talves, eu devesse conversar mais contigo, contar meus problemas.

MÃE: Teus não! Nossos problemas!

PAI: Pois é! Tem horas que eu acho que esses problemas são só meus, afinal, você também trabalha na firma o dia inteiro e se cansa em dobro dando conta de toda a casa, dos filhos e de mim. É por isso que eu penso que você tem que ficar de fora.

MÃE: Como é que eu posso ficar de fora? quando a gente era noivo...lembra?

PAI:Faz tanto tempo!

MÃE: Quando a gente era noivo, pensavamos em partilhar nossas vidas, sonhos, tristezas e alegrias.

PAI: como o padre falou: na alegria, na tristeza, na saúde e na doença!

MÃE: e então? O que aconteceu?

PAI: O tempo passou. Os filhos chegaram. Tua mãe veio morar aqui em casa.

MÃE: Tua irmã também veio e eu não reclamo. Só reclamo o tempo que tu passas longe de nós. Prefere encontrar teus amigos no bar ou ficar assistindo televisão do que conversas comigo!

PAI: O ciúme que tu tens da teve é doentio.

MÃE: Não é isso, é que eu me sinto muito sozinha.

PAI: eu ando solitário também.

MÃE: Onde será que anda aquele amor? Aquela paixão? Para onde será que está indo a nossa família?

PAI: Sei lá! O tempo se encarregou de esfriar tudo!

MÃE: Acho que nós também deixamos esfriar. Eu sinto falta de muita coisa.

PAI: Mas, nós trabalhamos como dois condenados para não deixar faltar nada aqui em casa...

MÃE: não, não é disso que eu estou falando. Eu falo de carinho, afeto, atenção, diálogo, perdão...A gente tem muitas coisas materiais aqui em casa. Dinheiro não falta. Mas se a gente não alimentar nosso amor a cada dia.

PAI: como assim? Pare de conversa fiada, mulher!

MÃE: Mas não é! Veja bem: tá vendo essa plantinha?

PAI: O que é que tem a planta?

MÃE: Se a gente deixar de regar , de colocar terra ou de adubar? O que é que acontece?

PAI: Ela morre.

MÃE: sim, ela morre aos poucos. Assim é com a família, devemos AMAR as nossas famílias, que são nossas vidas todos os dias e muito amor, carinho, perdão, diálogo.

PAI: Chame as crianças agora mesmo.

MÃE: Nós como famílias devemos:

TODOS: Regar nossas vidas com amor!

MÃE: Em nossas casas, devemos

MÃE: Aqui, dentro deste salão, devemos:

MÃE: Na rua e nos bairro onde moramos, devemos:

MÃE: No trabalho, na escola, devemos:

MÃE: Na comunidade, na Igreja e nos encontros de Catequese, devemos:

MÃE: No sindicato, na política, nas associações, devemos:

MÃE: Em todo o tempo e lugar, devemos:

MÃE:Nos momentos fáceis e difíceis, devemos:

MÃE: Em qualquer ocasião, devemos:

MÃE: Com força e vontade nos corações, devemos:

MÃE: Agora e até na hora de nossa morte, devemos:

PASTORES E PADRES ABENÇOAM TODAS AS FAMÍLIAS PRESENTES E NOSSAS QUERIDAS MÃES.

CANTO: ORAÇÃO DA FAMÍLIA.

MENSAGEM ÀS MÃES.

SCRIPT ELABORADO POR SOLANGE BATTIROLA , TENDO COMO FONTE O LIVRO DE TEATRO DA AUTORA OLGA REVERBEL.

Participação: Nenhum Comentário

Avaliação:

  • Atualmente 5.00/5

Se você quer comentar também Clique aqui

Compartilhe ou guarde este conteúdo

Mais Matérias de Literatura

Resolução mínima de 800x600. Copyright © 2015 Rede Omnia - Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98).

R7 Educação

Ankara Escort istanbul escort antep escort Ankara Escort mersin escort Antalya Escort Ankara Rus Escort escort bayan Ankara escort bayan ankara escort izmit escort bodrum escort Ankara bayan masöz kuşadası escort Eskişehir Escort Ankara escort bayan