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A conquista do Paraiso 1492

Por: Bruno Ferreira

Fonte: http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/mar_da_palha_11/1492.htm

O Filme 1492, A conquista do Paraíso é um longa metragem de aventura épico que foi produzido em 1992, com direção de Ridley Scott, que estudou fotografia no “Royal Colleg of Art” colégio este onde ajudou a estabelecer um departamento cinematográfico na década de 60. Após de terminado a graduação, conseguiu um curso na BBC, onde o levou a trabalhar com seriados televisivos mais tarde, criou uma empresa de publicidade onde ficou por um tempo, até partir para Hollywood onde produziu e realizou alguns filmes de grande êxito, como Alien, o oitavo Passageiro; Blade Rummer, o caçador de Andróides; Thelma e Loise; Até o Limite da Honra; Gladiador; Hannibal; Falcão Negro em Perigo; Rede de Mentiras e por  último, Robin Hood.                                  

Scott recebeu três vezes indicações ao Oscar de melhor diretor, e outras muitas indicações por suas obras; ganhou prêmios em Cannes, por seu trabalho em Os Duelistas e ganhou também o premio Michael Balcon, no BAFTA. É reconhecido por ter seu estilo visual e por sua versatilidade em dirigir diversos temas, o que acabou influenciando muitos posteriores a ele. Seu último trabalho foi Robin Hood.

O objetivo deste trabalho é abordar de que forma foi feita a ocupação, da América pelos espanhóis e como se deu o processo de colonização do índio.

Cristóvão Colombo, que queria provar que poderia chegar a Índia pelo ocidente, e assim buscar uma nova rota para o comércio de especiarias na Índia, procurava então ter uma audiência com a rainha para conseguir dinheiro e assim poder explorar as novas terras. Tal  viagem tinha como objetivo  chegar a Catai, na China.

Antes disso ele vai a Universidade de Salamanca comprovar aos estudiosos que poderia se chegar à Índia por uma nova rota pelo ocidente, onde ficou aguardando uma resposta da universidade, para saber se apoiaria Colombo em sua tese de ir para a china pelo oeste.

Nesse momento, a Europa passa por uma forte inquisição aos hereges A igreja tinha influência sobre os estados, e queimava os hereges em praça pública Colombo, de volta ao mosteiro o qual se abrigava recebe a notícia da Universidade dizendo que não será possível,

Ajuda-lo sobre a confirmação da nova rota. Colombo se descontrola, e por causa disso, vai pagar penitência, durante sua pena ele recebe a visita de Martin Afonso Pinzon, o qual leva a Colombo um  banqueiro e diz que conseguirá uma audiência com a rainha.

Eles chegam a Granada no dia em que os cristãos tomam a cidade dos Mouros. A audiência com a rainha ocorre com influência do nobre Sanchez que faz com que ela conceda o apoio junto  com o banqueiro a fazer a viagem rumo a China pelo ocidente.

Antes de partir, Colombo assina um documento com os chamados reis católicos (Fernando de Aragão e Izabel de Costela) que concedia a Colombo os títulos e cargos de almirante, vice rei, governador e capitão geral de todas as terras e ilhas que descobrisse. Esses títulos eram vitalícios e hereditários, tudo isso foi dado ao genovês Cristóvão Colombo no caso de descoberta de novas terras.

No dia 3 de agosto de 1492 parte do porto de Palos três naus, Santa Maria, Pinta e Ninã cuja missão  era chegar a Catai, na China. Antes de partir, Colombo confessa a um padre que não tinha certeza se iria chegar no tempo que previa. Como o padre estava sobre juramento, ele não poderia contar a ninguém o que  Colombo o tinha confessado.

Assim, Colombo inicia a viagem junto com seu colega Pizon. Num certo momento os marujos acreditam que não iam chegar em terras tão cedo, começa então, uma espécie de insatisfação entre os marujos revoltados, mas para conter a revolta, Colombo promete recompensas para quem  avistar as terras primeiro, encorajando-os  e detendo um começo de motim.

No dia 21 de outubro de 1492, dois meses após a partida de Palos, a expedição atinge a ilha que os indígenas davam o nome de Guaanami, Colombo a batiza com o nome de São Salvador, Ao achar as terras tão procuradas ele é nomeado “Dom Cristóvão”. 

Chegamos ao principal ponto desse trabalho: o contanto com o índio, ou melhor, nativo. O filme aborda, de inicio, um contato amistoso e mostra Colombo fazendo uma aproximação não violenta e cordial com os nativos, de modo que os índios os recebe com certa alegria, Colombo diz em suas cartas  que os nativos andavam  nus e descobertos, ele escreve que descobriu um paraíso na terra.

Sua viagem continua e começa a descobrir novas ilhas, que as batizou  Santa Maria de La Concepcion, Fernandina, Isabela, e Joana. Nesta última é a atual Cuba, e nela se constatou a existência de ouro.

Antes de voltar a Europa, a frota atingiu o norte do Haiti, que recebeu, de inicio, o nome de La Espanõla,  onde fundou o forte de Navidad. O colega de Colombo, capitão Pizon, fica doente com  uma forte febre, voltando para a Europa e dizendo para os índios que voltaria com mais deles, deixando na ilha 39 homens. Nesse momento, Colombo conversa com o chefe de uma tribo falando que iria trazer mais pessoas. O chefe contesta a esse respeito e colombo reafirma dizendo que tais homens trariam a palavra de Deus.

É fácil perceber duas forças que motivaram à colonização do novo mundo, a força da igreja católica que influenciava os reis católicos da Espanha a introduzir o catolicismo, com a ajuda dos jesuítas, que vinham  junto com os colonos, para catequizar os índios, a igreja que vinha converter o índio, a cultura e aos costumes dos Europeus, para melhor domesticá-los, e usá-los como força de trabalho.

  O outro motivo para a exploração das novas terras era ainda maior, era de força econômica, pois a Espanha precisava de ouro e prata, e com o achado do novo mundo a Espanha ficou seduzida, a fazer a exploração das novas terras descobertas por Colombo, lembrando que e neste período em que o sistema econômico era o mercantilismo, que tinha como base a reservas de metais preciosos ouro e prata.

Com o achado do novo mundo por Colombo a Espanha mais tarde tornar-se-ia uma potencia econômica com grande quantidade de ouro e prata, vindos do novo mundo, essa colonização de exploração ficou conhecida como a colonização da “espada e da cruz”, pois foi feita pela espada, ou seja, pela violência, e pela cruz, que e a religião.

Cristovão Colombo é recebido com grande alegria e euforia na Espanha por ter achado as supostas ilhas perto da China Pizon morre de febre.

Ocorre um jantar com a realeza e Cristóvão mostra o que conseguiu e fala como é o ambiente e mostra os índios que vieram com ele e o ouro doado por eles.

Cumprindo o que prometera, Colombo prepara uma segunda expedição; esta, bem maior, com 1500 homens, 17 navios. Nomeia seus irmãos como governadores das ilhas.

 Preocupado com as inimizades da corte, Colombo se preocupa com sua família deixando seus filhos aos cuidados da rainha. De volta à ilha onde tinha deixado seus marujos, encontrou todos, mortos, mas Colombo mantém um contato amistoso, pois precisava dos índios para continuar  fazer o que deveria: a construção do forte e de uma vila. A primeira construção a se levantar foi a igreja. Aos poucos ia se formando, com certo progresso, o novo mundo. Os índios foram  usados como escravos para os europeus explorando o ouro para eles.

Aos poucos o europeu vai impondo ao índio sua cultura, língua, religião e tecnologia de forma agressiva e violenta.

Sem cairmos nos radicalismos da Leyenda Negra, que atribuía aos espanhóis as maiores atrocidades na América, não se pode negar que o comportamento dos conquistadores foi sempre violento: matou milhares de indígenas, saqueou suas riquezas, explorou sua força de trabalho, desestruturou o mundo nativo mediante uma conquista que não foi unicamente militar, mas também religiosa, econômica, cultural e política. (OSCAR, 2000, P.105).

Tais atrocidades foram retratadas quando Dom Adrian corta a mão do índio por não ter achado ouro, causando uma revolta entre eles começando a matar os colonos, causando mais e mais desavenças Dom Adrian é preso e condenado, mas consegue fugir e coloca fogo em algumas casas, causando divisão e conflitos entre Dom Colombo e Dom Adrien nesse conflito, com a vitória de  Dom Colombo, ele pune os traidores e revoltosos com a morte.

Apesar de Colombo ser uma pessoa diplomática com os índios, os espanhóis em geral não eram e se julgavam superiores aos nativos. Talvez por isso a  colonização do Europeu foi sempre feita por meio de muitos confrontos..

A conquista espanhola não se concretizou de maneira igual na região onde Colombo desembarcou.

Nas regiões onde viviam sociedades indígenas portadoras de culturas primitivas, as populações nativas foram expulsas ou massacradas por que seu fraco potencial de trabalho e a ausência de excedentes de produção tornavam esses grupos inadequados aos interesses dos conquistadores. Essa modalidade de conquista ocorreu nas Antilhas, Argentina e Uruguai, além de outras áreas de colonização européia na América.

(OSCAR, 2000, P. 104).

Percebemos a falta de sucesso de Colombo no inicio da colonização. Isso porque criou uma colônia na região de cultura primitiva. Ao longo da história, nas regiões onde os espanhóis encontraram os indígenas de médias e altas culturas, como os incas, astecas e maias, nesses povos foram utilizados outros meios para explorar o indígena, baseado na servidão coletiva, onde os índios eram obrigados a trabalhar para manter o sistema de exploração de ouro e prata para mandar essas riquezas a Espanha, a conquista se fez pela subjugação dos ameríndios.

Aos poucos Colombo vê que é cada vez mais difícil construir um novo mundo. Chega uma forte tempestade à ilha, Utapan, seu tradutor indígena, vendo que o homem branco não quer ser amigo e sim explorá-lo, o deixa, A grande tempestade cai. Depois da forte chuva chega a ilha Dom Francisco de Bobadilha, e se torna o novo vice-rei das Índias Ocidentais Colombo se sente livre para procurar o outro continente. Porém, outro já o havia feito, o italiano Américo Vespúcio, Colombo volta à Espanha, permanece preso temporariamente em costela, 1501 ele ficou preso por sua falta de sucesso, como administrador colonial, nunca mais foi devolvida a autoridade política e ficou apenas com o titulo de almirante, e foi gradualmente despojado do monopólio da exploração ocidental, e depois ficou livre por ordem da rainha, durante o período que permanece na prisão ele revê seus filhos Diego e Fernando.

Colombo se reencontra com a rainha Isabel de costela e diz que tem vontade de voltar para o continente para explorá-lo. A rainha permite que ele volte, mas sem os irmãos, e que não podia ir às outras colônias, ele volta a sua casa e reencontra sua esposa e não acredita, que nenhum outro homem a tenha tirado.

Novamente Colombo vai à Universidade de Salamanca para uma reunião, no qual estudiosos falam, que sempre defenderam a teoria da existência de territórios desconhecidos no ocidente, e que a nova rota para as novas terras estava estabelecida, pelo reino da Espanha, e que o continente foi descoberto por um marujo cujo nome era “Américo Vespúcio”.

Assim, a Espanha reconhecia apenas Vespúcio como o descobridor que, influenciado por Sanchez,  nobre da corte, não queria ver Colombo como o descobridor, mas que  reconhece que se alguém lembrar dele na história será por causa de Colombo.

Por fim, em 1502, Colombo zarpou com Fernando, seu filho, em sua última viagem ao novo mundo; aportaram no Panamá, e ainda revelou à existência de um novo mar, o Oceano Pacífico. A biografia que Fernando escreveu sobre seu pai restaura o nome de Colombo ao seu lugar na história.

REFERÊNCIAS

OSCAR, Aquino Jesus. História das Sociedades Americana. 7. Ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

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