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Entendendo a globalização

Por: Tiago Dantas

No mundo em que vivemos, freqüentemente, escutamos a palavra “globalização” em diferentes contextos. Muitos relacionam a expressão a uma coisa boa e outros – a maioria – dizem que esse é o mal do mundo. Com certeza, já vimos nos noticiários, a respeito de protestos em vários países contra a globalização. Mas o que é isso, de fato? Não temos como tomar uma posição sem antes conhecer o tema. Não é fácil conceituar a globalização, mas podemos definir como a integração e aproximação entre os países no âmbito econômico, cultural e político.

Economicamente é a forma mais clássica de relacionar a globalização. Temos o giro do capital pelo mundo em busca de melhores mercados, a exploração da mão-de-obra, a escolha dos melhores ambientes para as empresas e o capital virtual, que pode existir somente na tela do computador. Mas por que as pessoas implicam com isso? Primeiro, se existem melhores mercados, as empresas não vão querer se instalar nos piores, causando desemprego e pobreza para alguns. Segundo, se em algum lugar existe muita mão-de-obra, logicamente, ela vai ser muito barata, gerando condições de trabalho ruins.

No âmbito cultural, a tendência é elaborar uma cultura única e mundial, tendo como referência, a estadunidense. Quantas pessoas no mundo vão em fast foods, compram certas marcas de roupas ou agem de determinada forma porque viram em filmes ou na TV? Aí entramos em outra questão, a mídia. O principal responsável pela globalização cultural no mundo é a mídia, sem dúvida. Também podemos relacionar nesse contexto, a língua imposta pela globalização: o inglês.

Falar de política não é muito fácil. Mas podemos relacionar algumas coisas com a globalização. A aproximação de líderes, como Bush e Blair ou Chávez e Fidel Castro, com a crença de “globalizar” seus pontos de vista. Outro ponto é a junção de países em blocos econômicos, quase juntos politicamente, também. É o caso da União Européia, onde há uma interação, além do contexto econômico. A criação da ONU, querendo ou não, também é uma forma de globalização da política.

Portanto, a globalização não é essa coisa impossível de entender. Como em quase todo tema, existem pessoas que vão se beneficiar e outras, nem tanto. Por exemplo, um grande empresário é beneficiado pela globalização, pois terá chances bem maiores de gerar maiores lucros para sua empresa; já um trabalhador da Indonésia terá de agüentar, se quiser, uma jornada imensa de trabalho e um baixíssimo salário. Se isso é bom ou ruim, não se pode dizer, porém o mais importante é tentar compreender que a globalização é algo natural e não um monstro que quer roubar o seu dinheiro.

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