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A Dialética da Geografia e o Papel do Professor para Sociedade

Por: CARLOS ALEXANDRE B SOBREIRA

Com a globalização a sociedade vive condicionada às novas formas vida. Surgem novas culturas e novos comportamentos, uma relação entre o mundo e os valores sociais. Hoje, o mundo em que vivemos é complexo e dinâmico, o que produz a seu modo, a necessidade de entender o seu funcionamento.

Em se tratando de valores, nos compete destacar a importância da educação nesse novo século. As atividades educacionais do mundo atual são protagonizadas por um centro de poder que distância a escola da sociedade. As rápidas mudanças que colaboram para uma nova sociedade, em que se valoriza o consumismo em conseqüências da globalização, competem definir um sistema de valor que procure seguir os parâmetros desse novo século. É nessa dialética que a geografia, como ciência social, passa a atuar como único mecanismo de entendimento dos ciclos sociais, políticos e econômicos. A ideologia fundamentada nesses preceitos, esta inserida nas perspectivas da educação para definir a formação dos cidadãos. Nesse contexto, sobre a importância da Geografia no seio da Educação no País, é importante enfatizar as duvidas perante as questões quanto ao ensino dessa ciência nesse novo século (séc.XXI). O autor expõe comparações do ensino de Geografia nos países da Europa e América Latina, levando em conta as disparidades sociais nesse novo sistema educativo. Nessa abordagem, é importante salientar que a aprendizagem do aluno está configurada nos valores de socialização, ou seja, nas formalidades da cultura escolar. As mudanças sociais, econômicas e culturais ocorridas no inicio deste século determinam uma nova situação escolar. (GONZÁLEZ, 2000) Entende-se, nesse ponto, que a escolarização obrigatória causou um desestímulo no aluno de estudar, de compreender as relações sociais e do mundo como um sistema multidisciplinar que insere ao seu modo, as variáveis da ciência social. Foi visível no aluno a observação do desinteresse pela disciplina, uma desvalorização no ato de aprender, nas relações com outras pessoas, manifestando a apatia, ou seja, um distúrbio de aprendizagem que passam a ser causadas pelas novas culturas já inseridas na nova sociedade. A leitura que se tem dessa dialética esta centrada nas definições dos paradigmas da educação como meio de formação de pessoas. O modo como a sociedade vive hoje, as múltiplas relações sociais, a cultura, as estruturas educacionais, enfim, todas as questões que norteiam essas informações, partem do entendimento da Educação, estando a Geografia pautada como ciência que focaliza as fragmentações sociais causadas pela ação dos fatores do século, que se destina ao desenvolvimento econômico. No âmbito da Educação escolar, o professor investe na construção de um processo de comunicação com os seus alunos que determina a possibilidade de apropriarem de seus conhecimentos. O professor precisa reconhecer o lugar onde os alunos vivem, vindo a comprometer com a melhoria da aprendizagem. A aprendizagem é uma possibilidade que se oferece mais do que um propósito que se determina. A aprendizagem do aluno torna-se mais eficiente quando o aluno e o professor são capazes de relacionar as experiências do seu dia-a-dia com as aulas em sala.

O professor é o que se preocupa com a aprendizagem do aluno, procurando sempre uma melhor forma de entendimento das causas do mundo em que vive. Um modelo de organização do trabalho que permita, não só efetivar substituição da lógica do ensino simultâneo do professor, mas se contrapor com essas comparações disciplinares. São traçadas algumas importâncias quanto à organização dos conteúdos que serão utilizados pelo professor. O professor não pode abrir mão dessas particularidades que representam um ensino de qualidade e de compromisso com a sociedade. É entendido que a aprendizagem é uma finalidade que o professor deve alcançar, todavia não seja uma finalidade esperada e atendida com condição a partir da qual se possa aferir o sucesso dos resultados decorrentes das metodologias de ensino. É nessa perspectiva que o professor é visto como profissional de grande importância para a sociedade subjacente. Para chegar a um resultado satisfatório da aprendizagem, o autor passa a expor idéias que seguem os passos da compreensão do espaço social modificado. Ele utiliza do seu conhecimento geográfico para que o aluno possa perceber a realidade da vida cotidiana, fazendo observações, análise e expondo seus conceitos. O autor nos faz entender que a geografia, como ciência que ela é, nos proporciona a visão de observação de maneira mais critica. No confronto com o mundo, hoje em curso de globalização, a sociedade tem seu cotidiano influenciado pelos meios de comunicação no seio social e escolar. Contudo, o autor procura apresentar soluções para a vida cotidiana da sociedade e da Escola, buscando uma nova metodologia de ensino, que possibilite a aprendizagem por impulso próprio, utilizando de novos instrumentos de trabalho e impondo novos processos de trabalho. É necessário que, segundo o autor, possamos despertar o interesse do aluno nas atividades de aprendizagem. Em relação ao que o autor expôs no texto, o problema da Educação nessa nova sociedade que implica nas mudanças cotidianas, que se insere nesse novo conceito de mundo, preocupa-o pelo o fato pedagógico da aprendizagem em face das disparidades sociais do século subjacente, ou seja, das “transformações” que são perceptíveis ao olhar investigador.

A geografia é de grande contribuição para os esclarecimentos de dúvidas, e é também formuladora de perguntas coerentes e de opiniões próprias na formação de pessoas criticas. Os grandes desafios que a escola tem para este século XXI, não só pra Escola como instituição educacional, mas também para o meio social, é despertar a preocupação nas mudanças que regem na configuração de pessoas instruídas a viver num mundo em que a Educação é enforcada pelos meios de comunicação, principalmente a internet e a televisão.

FONTE: GONZÁLEZ, X. M. S. A DIDÁCTICA DA GEOGRAFIA: DÚVIDAS, CERTEZAS E COMPROMISSO SOCIAL DOS PROFESSORES. Inforgeo 15, del proyecto Gea-Clío y la didáctica de la Geografía e Historia”. Lisboa, Edições Colibri, 2000, PP. 21-42. In: www.apgeo.pt/files/.../1227091762_Inforgeo_15_p021a043.pdf. Acesso em: outubro de 2010.

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Carlos Alexandre

Graduando em Geografia

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