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Acesso Restrito

Tecnologias utilizadas na atualidade em educação

Por: Paulo César Brum Antunes

Resumo

No mundo todo existe hoje um acesso ilimitado aos recursos tecnológicos, com tantas informações, sendo possível conhecer da diversidade cultural as novas descobertas da ciência o que torna a aprendizagem muito mais significativa com esses recursos. Estas facilidades de acesso, vêm obrigando os educadores a filtrarem o que esta disponível e ser capaz de utilizar deste em seu cotidiano pedagógico.Com todas estas informações faz-se necessário que este educador um aprimoramento continuo buscando estar sempre atualizado a esses conhecimentos tecnológicos estando não os frentes mas próximos a ele para saber utilizá-lo de forma efetiva na educação.

“A Escola não deve converter-se em uma
Incubadora de pequenos monstros, mas
aprende-los a entendê-los.”
(Gramsci)

Alguns discursos de estudiosos e responsáveis da educação são inquietantes. Estes discursos têm vários prismas, um dos quais é precisamente o uso de expressões como novos paradigmas. Num mundo em que se tem acesso a tantas e variadas informações através da internete de forma a ser possível até mesmo conhecer aspectos de outras culturas, mantendo contato com esta infinita diversidade, influenciando e sendo influênciado pelos novos meios tecnológicos. Para tornar a aprendizagem mais significativa, verifica-se diariamente, infinitas possibilidades e acesso rápido à outras culturas e outras práticas educativas, através dela, tornando a aprendizagem intensa e significativa.

Esta facilidade de acesso impõe responsabilidades de selecionar o que é significativo da realidade imediata de acordo com os pressupostos orientadores das práticas educativas.

Busca-se uma educação baseada na interlocução dos sujeitos para a interação com os saberes que circulam no ambiente escolar, expressando a realidade individual e coletiva, na tentativa de romper com o senso comum e com o ensino desarticulado, construindo o saber pedágogico significativo usando como ferramenta pedagógica a tecnologia para que o aluno possa ter acesso ao mundo globalizado.

A construção deste saber poderá acontecer através da troca de experiências vividas, com a intenção de fornecer novos significados à educação visando dar unidade aos saberes fragmentados, abordando desde assuntos de seu cotidiano, de seus sentimentos e de suas emoções até os campos científicos.

“O modelo de aplicação técnica da ciência não tem hoje a credibilidade que tinha...O fato desse modelo continuar hoje subjacente ao sistema educativo só é compreensível por inércia ou por má-fé, ou por ambas...”

(BOAVENTURA de S. Aput ARROYO, 2001)

Busca-se uma educação diferente, presencial ou à distancia, centrada em idéias vividas, que brotam da vida cotidiana dos educandos e dos educadores, alicerçada em novos saberes visando alargar-se para esferas mais amplas do mundo globalizado onde os tempos se adensam e as distâncias a cada dia se encurtam.

Tentar superar este saber fragmentado, fruto de vida e de trabalho marcada pela opressão e pelo isolamento requer pensar e agir numa dimensão complexa. Nesta perspectiva, o desenvolvimento de uma prática reflexiva, dialógica e eficaz requer integrar o sujeito com o mundo.

Estas eras do conhecimento requerem do aprendiz: criatividade, desenvolvimento de habilidades básicas e técnicas, mas também as capacidades de liderança, tomada de decisão, resolução de problemas, auto desenvolvimento e as habilidades de comunicação de raciocínio crítico.

Pode-se dizer que tanto a escola, como os meios de comunicação de massa e outros equipamentos, tem contribuido historicamente de forma significativa à reprodução da ordem social dominante.

Entretanto, ao mesmo tempo e que existem pràticas e discursos que se abrem para a multiciplidade das formas de existëncia, isto è, para a construção do novo, (Vital Brasil,1994).

As tecnologias são desenvolvidas para transformar o modo como vivemos, pensamos e aprendemos. Hoje em dia, temos necessidade de processar mais informações em períodos de tempos mais curtos, porque o tempo de que dispomos é também um recurso cada vez mais escasso. À medida que os processos de produção e novos serviços são criados ou transformados, a informação e o conhecimento gerado pela tecnologia tornam-se rapidamente obsoleto.

Atualmente, devido às alterações a partir dos avanços tecnologicos, as comunicações, se traduzem em mundanças irreversiveis nos comportamentos pessoais e socias. Surgem novas formas de pensar, de agir e se relacionar comunicativamente em habitos corriqueiros.

A televisão, o rádio, o telefone, o vídeo cassete, são equipamentos conhecidos de todos e também de acesso fácil, junto com outras tecnologias como do fax ao computador pessoal- e suas multiplas possibilidades de uso como veículos de comunicação, informação, lazer e aprendizagem, não causam tantas surpresas ao nosso aluno.

Entretanto, nossas escolas na sua grande maioria continuam as mesmas, o professor apresenta oralmente o assunto a ser estudado, ou então utiliza a lousa (ou quadro negro) e o giz.

Ao menor ruído, ou tentativas de conversa paralelas, o professor para aula e pede silêncio, pois dessa forma não existe condiçoes de dar aula, (Kensi, 1994).

Ainda para o mesmo autor, necessitamos nos concientizar que o papel do professor, e da escola, nesta nova sociedade mudou. Na sociedade tradicional, a escola era o locus do saber. O professor era a principal fonte do saber e a escola era a instituição responsavel pela memòria social e cultural na sociedade.

Neste contexto, a escola era a formadora dos sujeitos e precisava lhes garantir todos os instrumentos para sua realização pessoal e profissional no âmbito da sociedade.

Precisa-se pensar em um novo ambiente escolar, em novas formas de ensinar e aprender, em que as novas tecnologias ressignifiquem a aprendizagem em todas as suas dimensões, onde o desenvolvimento de atividades complexas valorize a atenção, a acpacidade de concentração e a organização do conhecimento centrado no “aprender a buscar o saber”, fundamentados nos sentidos, sentimentos e emoções. Resta aos professores também se integrarem a esse novo modelo de prática educativa, buscando sempre atualização a estas novas tecnologias, pois necessita estar não a frente do tempo, mas sim junto a ele.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Arroyo, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens e auto-imagens. 3°Edição .Ano:2001. Editora Vozes.
Assmann, H. (org); Lopes R.P.; REDES DIGITAIS E METAMORFOSE DO APRENDER. Editora Vozes, Petrópolis: 2005.
Ozorio, Mario - Escrever é preciso. Ijuí: 1997. Editora Unijui
Morim, E. A cabeça bem feita—repensar a reforma e reformar pensamento. Rio de Janeiro: 2004. Ed. Bertrand Brasil.
Vital Brasil, influência dos meios de comunicação de massa na formação, controle e alienação dos sujeitos sociais. Ano:1994.
Kenski, Vani M. O professor, a escola e os recursos didaticos em uma sociedade cheia de tecnologias. São Paulo, UNICAMP. Ano: 1994.

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