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Mídias e a escola

Por: José Maurício Santos da Silva

Após terminar a leitura de um material sobre o uso de TV, computador e outros tipos de mídias na escola, cheguei a conclusão de que temos mais um desafio a enfrentar: O desafio de dominar as novas tecnologias a fim de que possamos facilitar o nosso trabalho e conseqüentemente tornar mais agradável e atraente a maneira de trabalhar nossas aulas perante os alunos. Contudo, creio que seja perigoso o endeusamento do formato de aulas em que os instrumentos utilizados para a concretização de atividades e melhor compreensão durante o trabalho, ocupe papel mais importante que aquele desempenhado pelo professor.

Sem dúvida alguma instrumentos como vídeo, TV, sistema de som, computador etc. são importante para o próprio professor e para um melhor visualização dos tópicos trabalhados pelo professor. Faço uso de materiais como vídeo, DVD, TV em sala de aula e posso dizer que o interesse dos alunos aumenta.

Vi acontecer isso no ano letivo de 2007 quando os alunos da 2ª série do ensino médio trabalharam a elaboração de vídeos com a tradução de músicas de seus interesses e que por suas vez estivessem relacionadas a fatos importantes da sua História e da História. Com esse trabalho foi possível explorar a pesquisa, leitura também em português a a leitura em inglês, o companheirismo no trabalho de montagem dos vídeos além de outros pontos importantes como a apresentação dos trabalhos em sala de aula usando as mídias da escola. Entretanto, fiz isso com a idéia de que precisamos ter em mente que não basta sabermos apenas apertar botões, teclas, manusear instrumentos de última geração etc. É necessário que saibamos o porquê fazemos uso de tais instrumentos, além de compreendermos que é importante saber como estes instrumentos foram criados, de que maneira foram pensados e como funcionam.

Como professor de língua estrangeira acredito, sim, que as mídias são uma ferramenta importante no desenvolvimento cognitivo e metacognitivo dos alunos e inclusive na sua sociointeração. A mídia, no caso da disciplina que leciono, pode produzir situações de funcionamento da língua em tempo real, em situações reais. Mesmo assim, vejo com bons olhos o comentário de Setzer a respeito de deixar as crianças serem infantis. Creio que deve haver tempo para tudo no que respeita a filosofia que busque o ensino-aprendizagem das crianças e dos adolescentes em relação o uso do computador e internet. Os alunos precisam descobrir e compreender o seu mundo de ser humano antes de qualquer outra coisa.

Infelizmente a escola brasileira hoje, notadamente instituições de ensino privado com algumas exceções, em nome da concorrência abandonam muitas vezes a função nobre que é educar e formar pessoas íntegras e capazes de abandonar o individualismo. E é claro junto a esse fato, em nome de tal seguimento e seus próprios lucros visto como o mais importante na concorrência entre escolas, expõe os alunos às máquinas vislumbrando-se a importância maior do mundo virtual. O resultado tem sido que as crianças, em sua maioria, busca a internet e os computadores apenas para jogos e em sua maioria jogos violentos.

Em termos de busca por assuntos relacionados à pesquisa e trabalhos escolares observo que os resultados são catastróficos em termos de leitura e escrita de seu procrio “punho”. O que tem saído são colagens em sua grande maioria. É o que vejo acontecer em qualquer Local Administration Net (L.A.N) que vou para pesquisar. Mesmo assim, por termos consciência da importância da TV, do seu formato, da internet, dos computadores, do rádio etc. acredito na possibilidade de melhores formas de alcançarmos nossos objetivos pedagógicos com o uso desses materiais como instrumentos facilitadores do ensino-aprendizagem.

Referência bibliográfica

www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=23536

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