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Contando Histórias

Por: Sonia Oliveria Silva

CONTANDO HISTÓRIAS

Por: Sonia das Graças Oliveira Silva

 Mesmo não percebendo, estamos sempre contando uma história. Narramos um fato acontecido conosco no dia-a-dia, com riqueza de detalhes. Às vezes, um capítulo de uma novela, uma notícia do jornal que foi lido, um fato que outra pessoa nos contou, enfim, somos contadores de histórias natos.

Mesmo com a inovação nas formas de se narrar histórias, essa atividade continua tendo, na sua essência, a preocupação de trabalhar a afetividade, a emoção e o imaginário do ouvinte. Para ser um contador de histórias, principalmente de histórias infantis, é preciso ter um dom, ter sensibilidade e poder de encantamento.

E como é bom encantar as crianças, elas ficam com as boquinhas abertas, o ouvido atento e olhos arregalados quando estão prestando atenção em uma historinha. É encantador encantar uma criança com uma boa história.

Aos profissionais da educação cabe perceberem que a literatura é uma das ferramentas mais poderosas para trabalhar com o emocional de cada criança. Através da leitura de histórias percebe-se o que é importante para a criança, ela elabora seus medos, dores, perdas, traumas, com facilidade. Pode-se também perceber e trabalhar o que perturba a criança. E o profissional, trabalhando esse medo, essa dor, esse trauma, eles desaparecerão ou se transformarão. Por isso, as histórias são importantes para ajudar as crianças no aprendizado da leitura, na elaboração do pensamento, nos sonhos.

Ana Maria Machado, uma das maiores escritoras infanto-juvenis do Brasil afirma que: “Ler é muito gostoso, é natural que as pessoas gostem. Só falta alguém que desperte esse interesse”. Através do contar histórias, as crianças acabam por se interessar e vão querer ler por si mesmas.

Infelizmente, uma grande parte dos nossos professores não adquiriu o hábito de ler, o que causa uma situação contraditória. Professores que não lêem, querendo ensinar as crianças a ler muitos livros.

A literatura tem um papel muito importante na formação da criança. Ela permite sonhar, vencer angústias, desenvolver a imaginação, viver outras vidas, conhecer outras civilizações, aprender sobre o modo de vida de outras pessoas.

Temos que considerar que ler, para muitos, não é muito fácil. Requer silêncio, concentração. Além disso, nem todas as histórias têm um final feliz. Apesar de que muitos adultos pensam que as crianças não sabem conviver com a dor, elas sabem sim. Hoje em dia, os pequenos convivem com fatos que não deveriam ser próprios para sua idade: violência em casa, trabalhos forçados, separação dos pais, abandono, falta do básico para viver, abusos, rejeição e muitos outros temas desse tipo.

Infelizmente a criança sabe que isso existe e o melhor é falar sobre esses temas com sinceridade e verdade. Assim pode acontecer nas histórias. Pode-se também falar de temas difíceis: falar da vida, sem querer ensinar nada com as histórias, como se fosse um sermão. Uma história bem escolhida, basta por si mesma, não precisa de artifícios para passar uma mensagem. Uma boa história pode fazer a criança pensar, brincar com o imaginário, fantasiar e superar alguma dor que a esteja incomodando.

Fantasia existe para quem quiser e souber vivê-la. As histórias, principalmente os contos de fadas podem fazer muita criança, pobre ou rica, sonhar e imaginar mundos diferentes do seu. Ouvir histórias e entrar para o mundo da imaginação amplia as possibilidades das crianças se transformarem em adultos saudáveis. Afinal de contas cada um tem que viver suas experiências para construir sua própria história.

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