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Como se desenvolve o gosto pela escrita

Por: franciele flores

Resumo

Esse artigo tem como objetivo tratar de como se dá o gosto pela escrita, valorizando o potencial que cada um tem, diante disso encontrar meios para que a prática da escrita seja prazerosa, apontado os valores culturais e a ludicidade como um caminho a ser explorado para alcançar tal objetivo.

Palavras-chave: Escrita, aprendizagem, incentivo, ludicidade.

Introdução

“Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar ninguém… .Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, dê onde der, haja o que houver cadeia, forca, exílio.”(Monteiro Lobato)

“É preciso escrever o mais possível como se falasse e não falar demais como se escrevesse.” (Charles Saint-Beuve)

Partindo da realidade sócio-cultural dos educandos em relação ao processo ensino-aprendizagem, verificamos que é necessário repensarmos á educação do futuro e a do presente como formação do conhecimento e não apenas como informação, o educando deve ser mais ativo, participativo na vida em sociedade, expor suas idéias. Uma das formas para que isso aconteça é através da escrita, o que é escrito não se perde e não muda a intencionalidade, fica registrado por muito tempo, com isso pode ser aproveitado em outras circunstâncias.

Os professores são formadores de amantes da escrita, depende é claro de uma boa intencionalidade em sala de aula, estímulo e liberdade de expressão. Redimensionar a prática pedagógica a partir do conhecimento prévio do aluno é uma possibilidade renovadora que traz à tona o escritor e o leitor crítico. Conhecer o seu contexto é importante, onde ele está inserido, pois partindo desse contexto ele vai saber colocar-se em sociedade.

Leitura X Escrita

Leitor e escritor andam juntos, pois o escritor escreve sempre para alguém, no caso o leitor. Vivemos em um mundo onde tudo está relacionado com a escrita e a leitura.Curiosamente é grande a demanda de alunos com dificuldade de expressarem-se através da escrita. Levando em conta que a comunicação verbal é mais presente na sociedade, que tem experimentado uma grande transformação devido à crescente incorporação da tecnologia em seu cotidiano nas últimas décadas, ficando cada vez mais próxima dos educandos. O uso do celular que tempos atrás era mais restrito, e coisa de adulto, hoje é uma das coisas mais importantes na vida das crianças da pré-escola.

Não precisamos mais deixar um bilhete para a mãe avisando que estamos na casa da vizinha até a hora dela chegar, é mais fácil fazer uma ligação com o celular, e mesmo que escrevessem uma mensagem de texto, não usariam a norma correta, até com a internet fica mais fácil de comunicação, não precisamos achar o papel e o lápis ou caneta para deixar esse bilhete.

Neste sentido Monteiro Lobato e Charles Saint-Beuve nos convidam a pensar como vamos encantar e despertar o gosto pela escrita nas crianças, estando no espaço onde o verbal tem maior domínio. A idéia de redimensionar a experiência da escrita para uma forma prazerosa de expressão confronta-se também com a comodidade de alguns professores mais tradicionais e com pouca formação ou deslocados de sua formação, coisa muito freqüente na rede pública, que só trabalha visando à gramática. A restrição ou medo de despertar na criança indagações que possam fugir ao seu conhecimento, provocando assim um desequilíbrio cognitivo. Segundo PIAGET, 1976: “o equilíbrio entre a assimilação da experiência às estruturas dedutivas e a acomodação dessas estruturas aos dados da experiência”.

Na sua forma de pensar a aprendizagem. Alguns professores não acham, por exemplo, importante ler para os alunos, fazer isso de forma espontânea em sala de aula, sem cobrar algo, simplesmente pelo prazer de ler e ouvir. Não é só ler para escrever, mas sim oportunizar o aluno a se expressar oralmente, opinando, sentindo o sabor do que leu, isto é trabalhar com o gosto pela escrita e leitura.

A leitura tem que ser incentivada desde cedo às crianças, pois quanto mais elas lêem mais fácil de começar a escrever. Esse incentivo vem de casa pelos pais e familiares que rodeiam a criança, para que o gosto da escrita nasça é preciso deixá-la dar os primeiros passos. Valorizando o que vai produzindo, ajudando-a progredir com alegria e espontaneidade, estaremos a incentivá-la a conseguir atingir patamares cada vez mais elevados de competência e perfeição.

Se o hábito da leitura, não for conquistado em casa, pela família, caberá a escola dar condições as crianças ao contato com os livros, muito embora, no interior de muitas escolas concebe-se a leitura como decodificação de signos lingüísticos, não concebendo assim uma produção de significados.

A leitura e a escrita se completam, uma depende da outra, para o sujeito ser um bom leitor e também um bom escritor, elas devem ser incentivadas juntas. Só se aprende a escrever com gosto, se formos livres de escrever aquilo que queremos. O aluno vai ser livre para escrever assim se a escola deixar ele como sujeito de educação e construtor do seu próprio saber, implica também na metodologia da aprendizagem da escrita onde se proporciona ao aluno a liberdade de escrever. Aí chegamos ao ponto que o gosto pela escrita cresce á medida que se escreve.

De acordo com KOCH e ELIAS:

“Quando as crianças chegam às escolas já dominam a língua falada. Ao entrar em contato com a escrita, precisa adequar-se ás exigências desta, o que não é tarefa fácil. É por essa razão que seus textos se apresentam eivados de marcas da oralidade, que, aos poucos deverão ser eliminadas. Na fase inicial de aquisição da escrita, a criança transpõe para o texto escrito os procedimentos que está habituada a usar em sua fala. Somente com o tempo e com a intervenção contínua e paciente do professor é que vai construir seu modelo de texto escrito.”

Atuação do professor em relação ao aprendizado das crianças

Nesse processo o professor é o mediador para que a criança desenvolva o conhecimento necessário para o desenvolvimento da escrita, sendo essa no principio uma escrita informal, com frases e expressões do cotidiano do aluno. Há de se considerar que é um processo em construção. Cabe ao professor conscientizar o aluno das peculiaridades da situação de produção escrita e das exigências e recursos que lhe são próprios. Isto é quando da aquisição da escrita, a criança necessita ir, aos poucos conscientizando-se dos recursos que são prototípicos da oralidade e perceber que, por vezes, não são adequados ao texto escrito.

O comportamento das crianças diante dos livros, independente da faixa etária, é como forma de lazer, pois elas sentem curiosidade, tocam, manuseiam, abrem, folheiam e olham as figuras, como um brinquedo envolvente. O desenho nele expresso as faz sonhar, viajar, as letras nele impressas, fazem com que elas riam e se emocionem com a história. Desta forma, a criança através da recreação está descobrindo-se, recriando possíveis relações entre ela “criança” e a história.

É claro que isso não acontece de um momento para outro, levando, por vezes, anos a fio. A apropriação da leitura e da escrita não se limita a decodificação dos símbolos gráficos, a aprendizagem é decorrente dos estímulos externos ao sujeito e ao grau de maturidade dos indivíduos. Analisar o desenvolvimento da leitura e a escrita em sua amplitude, já que uma está relacionada á outra, nesse processo há um amplo conjunto de conhecimentos e habilidades a serem considerados, o movimento que o indivíduo deve fazer para que haja uma apreensão do conhecimento que vão desde a capacidade de codificar e decodificar até o posicionamento crítico frente o texto, de modo consciente. Trata-se de um método interpretativo, considerado revelador de uma dada realidade.

O professor com sua experiência deve assumir o papel de orientador durante o processo de produção e ou/ revisão textual. Procurar propiciar condições de produção de texto diversificada, que concretize a noção de interlocutor para a criança, ressaltando a importância de escrever bem, com detalhes que a pessoa que for ler possa entender, lembrando de ser o mais claro possível, pois o leitor não conhece a fato relatado pelo escritor e sua tarefa é apresentá-lo. A importância da revisão para que esse texto esteja conforme o escritor deseja é muito mais do que parece, a análise de seu texto é bastante significativo no processo de apropriação da construção textual, por propiciar à criança a possibilidade de se colocar como leitor e revisador do seu próprio texto ou do texto do colega.

Como se desenvolve o gosto pela escrita

Desde muito cedo as crianças vivenciam o processo de construção textual, primeiro é o texto oral criando pela criança, quando desenvolve a competência linguística ao interagir com o adulto, a partir desse texto oral surge o texto escrito, a criança já terá experimentado muitas variáveis de texto oral. Procurando concentra a atenção naquilo que as crianças são capazes de fazer, suas capacidades e abstrações, o professor não pode mediar o processo de apropriação da produção escrita por meio de memorização, repetição. O ensino direto de conceitos não rende a apreensão do conhecimento, e o resultado é a verbalização como repetição vazia, simulando um conhecimento.

O processo de criação textual demanda que o escritor assuma um ponto de vista sobre seu pensamento e sentença, a preocupação com a grafia das palavras muitas vezes toma um espaço maior que a atividade de expressar o que realmente é importante. A grafia incorreta é aos poucos superada pela criança quando ela é a leitora, e já interpreta que o incorreto gera dificuldade para leitura do texto ou sentido das palavras, partindo daí a criança começa a obedecer às regras ortográficas evidenciadas, percebe-se uma reflexão do próprio autor no sentido de construir uma adequação para a decodificação de texto.

Feitas essas reflexões, cabe redimensionar alguns pontos em relação ao que já vimos até aqui, sobre a leitura e a escrita, como despertar o interesse nas crianças.

Um primeiro ponto seria esclarecer os alunos acerca do processo que envolve o ato de escrever, desmistificando a crença de que escrever um texto é viável para eleitos que já nascem com esse “dom”. Um passo rumo à motivação seria a dimensão lúdica frente à relutância dos alunos em escrever, o jogo como agente socializador vinculado ao conhecimento prévio dos alunos e do professor.

O uso do lúdico

Passarelli (2004 apud HUIZINGA, 1980), o mundo dos jogos e das brincadeiras é uma herança miniaturizada das culturas, de seus mitos e, ás vezes, de suas religiões. O jogo propicia aculturação e socialização ao ensinar a dialética da liberdade das regras e das convenções livremente aceitas, levando ao cerne de toda a civilização.

Um dos prováveis motivos do quadro desanimador em relação ao ensino da língua escrita é a ausência do aspecto lúdico, talvez pelo equivoco que a ludicidade seja só divertimento pelo divertimento e só a produtividade é que conta, não percebendo que a produtividade é o próprio processo de brincar, essencialmente educativo.

Passarelli (2004 apud PERROTTI, 1995), por ser a escola o agente fundamental de socialização, é imprescindível, pois, que se compreenda o aspecto lúdico por uma outra dimensão, além da instrumental: o lúdico pode e deve ser essencial.

Escolas contra o lúdico

Algumas escolas não vêm sentido e/ou valor, para o trabalho com o lúdico. Em sala de aula o professor não faz nada além do que repetir as fórmulas prontas que recebeu, acreditando (muitas vezes, ingenuamente) que sua prática pedagógica é capaz de dar conta do ensino seguindo essas fórmulas.

Acreditasse assim como a PASSARELLI comenta em seu livro:

“Os tempos hoje são outros. Nem melhores, nem piores. Apenas outros. Os indivíduos também mudam. Logo,é preciso que essas práticas se apresentem adequadas aos imperativos de hoje, resgatando do passado o que dele for pertinente para uma prática que contribua para a construção de um futuro real e não-utópico. E isso parece disser que, quando se verificam  essas mudanças de horizonte, ainda não foi dito se as coisas vão melhorar ou piorar: simplesmente mudaram, e mesmo os juízos de valores deverão ater-se a outro parâmetro”.

É mais fácil seguir as “receitas prontas” e mais rápido de dar conta de passar todo o conteúdo. Assim o professor vai conseguir cumprir com o cronograma escolar, dando conta do ritmo acelerado que vivemos do aculturamento presente na vida dos educandos. Não sobrando tempo para o lúdico, para deixar o aluno fazer uso da sua imaginação, buscar possibilidades de ser criativo, indivíduo capaz, autônomo e independente. No entanto a escola entrega tudopronto para o aluno, deixando assim o gosto pela escrita, por exemplo, limitado, a quem tem o “dom” de escrever.

Passarelli (2004 apud VASCONCELLOS, 1994), no entanto, se existir desejo de transformar a prática, “deverá haver disposição para enfrentar certos conflitos, e para isto, além de coragem, precisar-se-á estar capacitado teórica e metodologicamente”.

Um professor que tem o gosto pelo seu trabalho, bem como pela escrita, é provável que seus alunos tenham o desejo de ler e escrever, pois muitos o vêem como espelho para seu aprendizado. Por isso a importância de escrever com naturalidade, não passando para o aluno a idéia de que o “professor” sabe tudo. Mostrar suas limitações ao ato de escrever pode ser uma questão a ser estudada, e um passo significativo que direcione o aluno a não se sentir tão incapaz, já que o próprio docente mostrou-se não ser dono da verdade.

A escrita não deve ser apresentada para o aluno como forma de punição como na “história passada”, onde as crianças ficavam sem o recreio copiando milhares de vezes a mesma frase para não tornar a fazer, (Ex. Não deixar espaços brancos no caderno...) escrita pela escrita.

Relacionar o aprendizado com a realidade do aluno, relacionar a escrita para a escola e a escrita para a vida em sociedade, é de grande importância na construção do conhecimento ao educando. Com o intuito de amenizar a seriedade com que é vista a produção escrita, é que precisamos usar mais o lúdico, lembrando sempre que entrar no universo da ludicidade é entrar no universo da ficção.

O ato de escrever inclui a perspectiva de que tudo tem seu tempo certo para acontecer, como todo e qualquer processo de aprendizagem, tem uma recusa à aceleração. Devendo assim resistir aos apelos do mundo da pressa em que vivemos, onde cada vez mais as crianças estão inseridas no mundo letrado mais cedo.

Conforme PASSARELLI, ela propõe uma mudança:

“proponho, como ponto de partida, o enfoque humanista, cujos princípios retomo: os alunos são acolhidos em sua individualidade; o professor é agente facilitador do ensino da escrita”.

Motivar as crianças

A motivação, ligar os motivos já existentes nos alunos aos objetivos da aprendizagem, muito falada principalmente tratando-se do grande fluxo de informações a que o aluno tem acesso hoje, e despertar o gosto pela escrita nesse aluno, por hora pode ser complicado para o professor. Mas nada é envolvente ou novo, por outra via sãomuitas idéias para o professor filtrar aproveitar de maneira correta e acompanhar a velocidade das informações a que a criança esta exposta.

O trabalho realizado em sala de aula é um processo de interação com a realidade por intermédio do relacionamento humano. Desencadear no aluno uma motivação que resgate o gosto pela escrita, como a palavra já defini, gosto, achar prazeroso.

Despertar o interesse no aluno é ainda mais profundo que a motivação, pois o interesse é algo que precisa de uma elaboração interna do pensamente provocando uma mudança de comportamento e assim uma aprendizagem, é necessário que o aluno produza a curiosidade, espontaneamente. O professor deve ficar atento a tais curiosidades, lembrando sempre o processo em que o aluno se encontra, e ai sim motivar, propiciar situação que correspondam a esses interesses, sempre relacionando com a realidade do aluno.

Por esse viés o professor pode descobrir novos ideais, para inovar sua prática, planejar tendo um caminho definido sobre que tipo de ser humano quer formar, voltadas às necessidades do presente. Estratégias que aliam a interação com a ação do lúdico, esse aspecto encantador do jogo que motiva a imaginação criativa ou reprodutora, mas que demanda uma flexibilidade, adaptabilidade e uma prontidão para experimentar.

A flexibilidade fará com que o aluno perceba que cada um tem seu próprio método para o processo tanto na escrita quanto na oralidade. O professor bem como a família do aluno quando consegue respeitar o tempo que ele necessita para desenvolver tais habilidades, estão contribuindo de maneira significativa na sua aprendizagem.

Se a realidade escolar tem ensinado a partir das práticas tautológicas[3], sem apontar aos educandos os passos para uma aprendizagem pela descoberta, seria contraditório não considerar essa realidade para elaborar uma proposta de ensino-aprendizagem.

Para o professor pensar em atividades ou até mesmo como vai ensinar os conteúdos em sala de aula, ele tem que se imaginar no lugar dos educandos em sintonia com a realidade deles.

Considerações finais

Concluímos que o professor tem que estar disposto a buscar e utilizar novas técnicas para o ensino em sala de aula. Colocar em prática o que ele aprendeu em anos de estudo.

A ludicidade através dos jogos pode ser um excelente meio incentivador de auxílio a aprendizagens, já que nem sempre se limitam somente àquelas que prevê o livro didático. No jogo, o indivíduo aprende a aceitar regras, esperar sua vez, aceitar o resultado, lidar com frustrações, experimentar, descobrir, inventar, além de ter estimulada a curiosidade, a autoconfiança, a autonomia, proporcionando o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração, e de ser um momento de auto-expressão e realização. Que pode ser usado para desenvolver o gosto pela escrita nos educandos. Em consideração CURY: “Bons professores possuem metodologia, professores fascinantes possuem sensibilidade”.

Não adianta ser só didático, trabalhar jogos de cunho pedagógico precisa-se ir muito além das teorias, até porque os jovens de hoje, dentro de um mundo globalizado, aonde a informação vem, praticamente, de forma instantânea, não pensam da mesma forma que os do passado, ou seja, o tempo todo ocorre um processamento intenso de dados e informações. Conforme PASSARELLI, vamos deixar essa pergunta: “Se não há quem não goste de jogar, brincar, de imaginar, por que não apelar para a lucicidade?”

Referências

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2 edição. São Paulo, editora: Contexto, 2010.

ROCHA, Gladys Agmar Sá. A apropriação das habilidades textuais pelas crianças. Campinas- São Paulo, 1999.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo, editora: Contexto, 2006.

FERNANDES, Maria; SEBASTIAO Andreu. Os segredos da alfabetização. São Paulo, editora: Ediouro, 2001.

PASSARELLI, Lilian Ghiuro. Ensinando a escrita: o processo e o lúdico. 4 edição. São Paulo, editora: Cortez, 2004.

FERRERO, Emília. Passado e presente dos verbos ler e escrever. São Paulo, editora: Cortez, 2002.

CURY, Augusto. Pais brilhantes & Professores fascinantes. São Paulo, editora: Sextante, 2003.

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