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As influências das raízes culturais no processo de ensino-aprendizagem

Por: Elisangela dos Santos Rodrigues

Resumo: A presente pesquisa aborda como tema principal as influencias das raízes culturais no processo de ensino-aprendizagem. Visto que cultura é um componente ativo na vida do ser humano, e que não há individuo que não possua cultura, pelo contrario cada um é criador e propagador da mesma, esta pesquisa busca em sua abordagem focalizar as diversas raízes culturais que estão presentes em uma sala de aula, de ensino fundamental do município de Espigão do Oeste. Ressalta também as dificuldades enfrentadas pelos professores ao lidar com as manifestações culturais no ato de aprender, bem como os métodos que o educador utiliza para contornar essas situações. Este estudo em um primeiro momento caracteriza-se por uma pesquisa de cunho bibliográfico, onde a autora busca saber as mais diversas considerações de autores que discutem a temática pesquisada. Para a concretização da pesquisa se fará uso da pesquisa de campo quando serão entrevistados professores que convivem diretamente com essa realidade. A pesquisa de campo efetivar-se-a por meio de questionários e entrevistas, e os resultados obtidos serão analisados apartir do referencial teórico.

Palavras- chave: cultura, ensino-aprendizagem.

Introdução:

O presente artigo está vinculado ao projeto interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão do Departamento de Pedagogia- edição: 2006/2-2. O tema que se aborda na pesquisa é a questão da diversidade cultural e suas influencias no processo de ensino-aprendizagem.

O reconhecimento da multiculturalidade da sociedade, leva a constatação da diversidade de raízes culturais que fazem parte de um contexto educativo como uma sala de aula. Nesse sentido, autores como Candau (2000;2002), Forquin (1993), entre outros autores, que enfatizam a relação existente entre escola e cultura, nos instiga a buscar uma melhor compreensão acerca das influencias das raízes culturais nas práticas pedagógicas.

Deste modo uma educação multicultural tem despertado uma serie de discussões entre os mais conceituados autores e pesquisadores. Que buscam questionar as incorporações de pressupostos curriculares cooperativos para que assim o ambiente escolar seja um ambiente favorável aos alunos de todos grupos sociais, étnicos e culturais.

A partir de um olhar situado em uma perspectiva intercultural critica , que focaliza a valorização da diversidade cultural e a superação da equivocada dicotomia entre educação e cultura, este estudo pretende discutir as seguintes questões: a compreensão das diversidades das raízes culturais que integram o ambiente escolar de uma das salas de aula de uma das escolas de ensino fundamental do município de Espigão do Oeste-RO, as dificuldades enfrentadas pelos professores em trabalhar a pluralidade das identidades culturais dos educandos e as estratégias usadas por eles, em sala de aula, no processo de ensino-aprendizagem.

Num primeiro momento o artigo fundamenta-se em uma pesquisa bibliográfica destinada a focalizar as considerações sobre pluralidade cultural que antecede a investigação de campo que esta sendo realizada em uma escola de ensino fundamental que posteriormente fornecerá dados para formulação de uma compreensão do problema proposto.

A relação Cultura e Educação:

Cultura pode ser entendida como tudo que é produção humana, ou seja é a maneira que cada individuo possui de falar, vestir, comer, manifestar-se, etc; que por sua vez constituem os elementos culturais que não são expressos apenas no consciente, mas no subconsciente e inconsciente dos indivíduos. Candau (2003), afirma que cultura é um fenômeno plural, multiforme que não é estático, mas que está em constante transformação, envolvendo um processo de criar e recriar. É por sua vez um componente ativo na vida do ser humano e manifesta-se nos atos mais corriqueiros da conduta do indivíduo e, não há individuo que não possua cultura, pelo contrário cada um é criador e propagador de cultura.

Quando se trata educação e cultura pode dizer que estão relacionados e ligados organicamente, pois se partir do pressuposto de que educar é formar e socializar o indivíduo, ou se ver a educação como maneira de dominação escolar, sempre essa educação será de alguém para alguém, que para acontecer necessita da comunicação, transmissão e aquisição do conteúdo da educação (crenças, valores, conhecimentos, hábitos, etc;). Afirma-se ainda que o conteúdo educacional que faz com que o individuo se transforme, ou seja saia da sua condição natural e seja estabelecido sujeito humano, pode ser denominada cultura. Forquin, 2003 afirma essa idéia:

Educar, ensinar , é colocar alguém em presença de certos elementos de cultura a fim de que este alguém deles se nutra, os incorpore à sua substancia e construa sua identidade intelectual e pessoal em função deles.(p. 24)

O cotidiano escolar revela um amplo desenvolvimento de aprendizagem e uma afetiva reconstrução do conhecimento quando se dá espaço para a integração entre as diferenças e possibilidades de expressão, abrindo possibilidades da escola reconhecer efetivamente o aluno como sujeito da reconstrução do conhecimento.

Portanto, quando se refere à questão de considerar os conteúdos escolares como cultura, deve-se atentar para o fato de que toda educação antes de se apegar a uma idéia, faz uma seleção e reelaboração dos conteúdos , para que assim possa transmitir as novas gerações.Como cita Forquin, 2003,

[...] a educação escolar não se limita a fazer uma seleção entre os saberes e os materiais culturais disponíveis num dado momento, ela deve também, para torná-los efetivamente assimiláveis às jovens gerações, entregar-se a um imenso trabalho de reorganização, de reestruturação, ou de “transposição didática”[...](p.16 grifo do autor)

Todos os conceitos educacionais são renovados a cada geração, visto que em cada momento e época histórica os indivíduos têm uma determinada visão de mundo,bem como um conjunto de conhecimentos e de valores. Essa renovação não quer dizer que se esqueça o velho conceito, mas que esteja considerando as novas maneiras de viver que caracteriza um grupo ou sociedade.

Neste contexto, a escola como ensinadora de uma parte restrita de tudo que constitui a experiência coletiva, isto é a cultura viva de uma comunidade, deve reconhecer o poder da “memória docente e o esquecimento ativo” (p.17 grifo do autor).

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CANDAU, Vera Maria( Org.). Sociedade, Educação e Cultura(s): questões e propostas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

______.Reinventar a Escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

CORTELLA, Mario Sergio. A escola e o Conhecimento: Fundamentos epistemológicos e políticos.6 ed. São Paulo: Cortez: Instituto Pulo Freire, 2002.

FORQUIN, Jean Claude. Escola e Cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Medicas Sul, 1993.

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RODRIGUES, Elisangela dos Santos: Graduada em Pedagogia pela Faculdades integradas de Cacoal-Unesc

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