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A aplicação da informática na educação

Por: Alexandre Dias Hansen

RESUMO

A educação moderna faz com que sejam vencidas as barreiras e divisões das classes ora dominantes, ora dominadas. A compreensão do motivo das mudanças, a percepção da passagem do mito para a vivência da realidade e a criação de formas para vencer estas barreiras é que demonstram a capacidade que o indivíduo possui de aprendizagem e exercício do saber. Contribuindo para um crescimento não apenas de si só como também de toda uma sociedade. Nestas páginas serão vistas que a educação faz com que mesmo classes inferiores inflamem-se a galgar espaços que não seriam possíveis simplesmente por manterem-se submissos as classes dominantes, tendo sido influenciados por uma parcela da classe inferior, objetivando a tomada de poder pelo o povo que estava sendo sacrificado em deleites de outros mais privilegiados e ao darem ouvidos as idéias iluministas e vivenciando o pensamento positivista conseguiram uma mudança considerável na sociedade da época.

Palavras-Chave: Ordem; Educação; Sociedade.

1. INTRODUÇÃO

O encontro das classes sempre gerou conflitos na sociedade, ora internos (entre si mesmos) ora externos (classe contra classe). Hoje se enfrenta isto, no passado enfrentou-se e o futuro desenha-se dia a dia e poderemos verificar as dificuldades que enfrentaremos.

Levantam-se barreiras de todas as formas; a educação, o dinheiro, a idade, a cor, a cultura, pode-se ver na realidade e naturalmente que o delinear e o limite de uma classe são atemporais, os homens constroem para si próprios barreiras que na verdade são defesas para que não percam as mordomias que conseguiram alcançar e com isso manterem os “desafortunados”, isto é, que não nasceram com as mesmas oportunidades que os mesmos, na mesma posição em que se encontram. Gerando uma sociedade circular (sem mudanças).

2. COMPREENDENDO O FIO DA MEADA

As sociedades, bem como suas produções – sistemas políticos, econômicos e de idéias –, evoluem no decorrer da história, percorrendo três fases: a teológica, a metafísica, e a positiva. Na fase teológica, os homens explicam o mundo como criação de deuses, entidades sobrenaturais. O pensamento é orientado pela imaginação: [...]. Nesse estágio, a política que comanda a sociedade baseia-se no poder dos reis, que contam com o apoio de militares e de sacerdotes para controlar o povo. O poder dos monarcas é encarado como produto da vontade divina. (CIVITA, 1977, p. 1112).

Ultrapassada a disposição de educação grega, já há a preocupação de separar ambientes exclusivos para o ensino teórico e ambientes específicos para as experimentações necessárias ao crescimento intelectual dos indivíduos; onde os mesmo recebiam a educação necessária para continuarem a exercer suas funções concebidas no nascimento, ser do clero (1ª Ordem) ou da nobreza (2ª Ordem) que eram a minoria da população da época ou pertencerem aos outros grupos sociais existentes (3ª Ordem) nesta encontravam-se aqueles que deveriam conduzir os negócios nos estabelecimentos comerciais, pois os pais eram dotados de grandes posses apesar de não pertencerem à nobreza e ficando as sobras do conhecimento ao restante da sociedade.

2.1. A Fase Teológica: O Rei Ser Divino

Parece perfeito esta sociedade um rei absoluto em toda uma nação, com poderes intermináveis; os mestres da religião ratificavam o poder do rei e com isso concentrava na Igreja um poder que muitas vezes nem o rei possuía (Poder: monetário, territorial, militar, etc.); e se já não bastasse os dois poderes contavam com seus nobres (poderio militar) para manter a chamada ordem e sua “autoridade recebida de Deus”.
A fase teológica tem seus dias contados porque os burgueses perceberam que apesar de possuírem um valor agregado em si mesmo, não compartilhavam dos mesmos privilégios que a 1ª Ordem e a 2ª Ordem possuíam, somando-se ainda a ausência de título; jamais seriam conduzidos ao poder. A educação através de seus cientistas, filósofos e estadistas contribuíram para que a 3ª Ordem abrisse os olhos para o que estava acontecendo – A 3ª Ordem carregam em seu lombo através do pagamento de seus impostos, taxas e tarifas a minoria dominante: Clero e a nobreza – como nos mostra a figura 1.


2.2. A FASE METAFÍSICA: O USO DA RAZÃO

Já na fase metafísica, que se segue à teológica, os homens não se contentam mais com as explicações simplistas da religião e buscam as causas e os porquês dos fenômenos do mundo através da argumentação racional. O mundo, a sociedade e o poder dos governantes não são mais encarados como decorrentes da vontade dos deuses. A esse estágio, em que predomina a argumentação racional, corresponde uma política baseada em leis; a sociedade é vista como um contrato entre o povo e os governantes, devendo prevalecer à soberania do povo. (CIVITA, 1977, p. 1112).

Temos aqui o maior expoente a Revolução Francesa, que acontece após a 3ª Ordem conduzida pelos burgueses identificar que o cenário era propenso para destronar o seu rei, retirando o poder das mãos do clero e da nobreza e conduzir ao poder aqueles que em tese representariam as idéias e os anseios das classes menos privilegiadas.

Logicamente é perceptível que os anseios da burguesia eram diferentes dos camponeses e demais trabalhadores urbanos, estes ou recebiam pouco ou nada recebiam pela carga horária desumana e sem restituição alguma, tinham ainda que bancar os desfrutes do clero e da nobreza. Contudo naquele momento a insatisfação tanto dos burgueses como dos demais membros desta classe da sociedade, culminaram com sua união e desencadearam a Revolução Francesa.

2.3. Fase Positivista: Nem tudo são flores

Finalmente, na fase positiva, a argumentação racional subordina-se à experiência. [...]. Para terem validade, as idéias devem corresponder a fatos concretos do mundo. Abandona-se a consideração das causas e dos porquês dos fenômenos e passa-se a analisar os processos, [...]. (CIVITA, 1977, p. 1112).

As mudanças continuam a acontecer, o rei e a rainha depostos são condenados à morte, os nobres buscam reconquistar o que perderam, os burgueses percebem que eram necessárias grandes modificações para atingir o ápice econômico, industrial e o poder governamental, percebem que a maioria dos camponeses e demais membros da 3ª Ordem buscavam obter a mesma fatia do bolo que os burgueses preparavam-se para ter. Enfim começavam a perceber que não era tão fácil manter-se no poder. Qual a saída então?
“Quanto à política e à organização social, a fase positiva da humanidade é aquela em que o poder passa às mãos dos industriais, que utilizam o conhecimento dos sábios, técnicos e cientistas”. (CIVITA, 1977, p. 1112). As idéias positivistas continham o teor necessário para acalmar os ânimos mais exaltados. Fazendo que a maioria desprovida das condições necessárias para governar (camponeses e demais membros desta classe, excetuando-se é claro os burgueses), para que não entrasse num caos sem limites, uma desordem generalizada, novamente e agora sendo os burgueses como seus representantes e tendo uma convicção um tanto quanto distorcida que se não os representassem bem poderiam eleger outros para a referida função, submetem-se ao governo agora dos burgueses, floreados e aconselhados pelas idéias dos filósofos, cientistas e industriais da época.

3. CONCLUSÃO

A maior relevância é, pois, não apenas conhecer onde a informática independentemente da área de atuação está sendo utilizada, mas, contudo entender o porquê de sua utilização e dar condições não discriminando por nenhum motivo todos quantos estão abertos à aprendizagem desta tecnologia.

É injusto que se seja prisioneiro desta tecnologia, pois se tem que possuí-la com aliada nas competências diárias e não ficar a mercê da fraternidade alheia em frente a uma máquina (caixa eletrônico, computador, celular, etc.). No limiar entre a ignorância e o conhecimento abrem-se portas onde o educador capacitado e dotado de um olhar clínico tem condições como um cirurgião-plástico de retirar, colocar, esticar (forçar), o fazendo da melhor maneira fomentando em seu educando a simpatia pelo conhecimento por ele passado, e não se pode esquecer que a informática possui um leque enorme de utilizações, que passarão a incrementar o saber desta pessoa.

4. REFERÊNCIAS

ENCICLOPÉDIA Novo Conhecer. Vol. V São Paulo:Abril Cultural, 1977.

QUADRANTE S.P.C. A Revolução Francesa e a Igreja. Disponível em:

QUADRANTE S.P.C. A Revolução Francesa e a Igreja. Disponível em:

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