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A Escola Como Espaço de Inclusão Digital

Por: Cristiane Millan de Mattos

A generalização do uso de tecnologias em todos os ambientes da vida cotidiana, nos faz perceber que estamos rodeados de tecnologias da informação e comunicação (TICs) a serviço da modernidade e agilidade dos processos, facilitando e criando um novo mundo sendo que aos poucos a escola está sendo inserida neste contexto. O fato de difundir a importância da inserção dos recursos tecnológicos na escola e apresentar propostas práticas de um trabalho fundamentado no uso de computadores tendo em vista a busca de mudança à prática pedagógica tem sido válido, já que as tecnologias estão cada vez mais disponíveis no mercado e presentes na escola.

Observando o caráter que as TIC têm de transformar e criar novos subsídios para o ensino e aprendizagem da educação, com o enfoque que ela possibilita criar, e transmitir um conhecimento assimilado a formação do sujeito.

Isso demonstra, que as pessoas que já convivem em meio a estas novas tecnologias, não encontram grande dificuldades como aquelas que não costumam utiliza-las, sendo que mais cedo ou mais tarde, as mesmas sentirão a necessidade de se apropriar involuntariamente.

Buscando novos horizontes, no intuito de desenvolver uma prática inovadora, aproveitando o conhecimento remanescente e de forma homogênea, as tecnologias da informação e comunicação (TIC), vem para atribuir transformações que queremos e necessitamos.

Sendo assim, as tecnologias da informação e comunicação, tem sido instaladas no âmbito escolar, através de projetos do governo[1] e das próprias escolas sendo que desta forma, cria-se a oportunidade de professores introduzirem em suas aulas o uso das novas tecnologias disponíveis fato esse que infelizmente, não tem acontecido na maioria das instituições escolares.

Para entendermos o motivo, podemos destacar que os próprios professores ainda não interagiram com essas tecnologias, havendo em primeira instância, um certo receio de aplicá-las.

Como em qualquer metodologia que se propõe uma maneira diferente de ensinar, utilizar uma ferramenta tecnológica não seria diferente. Por esta razão, ela precisa estar implantada em um projeto, bem pensada para produzir esta mudança na qual desejamos realizar.

Tendo em vista o fato da escola não ter absorvido totalmente as condições de usufruir de novas tecnologias, justifica em partes o ensino tradicional que vem sendo aplicado, pois os professores ainda possuem esta visão na qual define que inserir uma tecnologia em sala de aula não complementaria a aprendizagem dos conteúdos propostos. Segundo Bonilla (2005), as concepções que temos sobre educação não conseguem fugir da racionalidade que surgiu com a escrita, e é realmente desta forma que a maioria dos educadores repassam o conhecimento, ou seja, não conseguem abranger a racionalidade de que o pensamento da escrita e fala podem ser incorporados as novas formas de organização, e produção do conhecimento que estão emergindo com as tecnologias atuais.

Analisando de forma geral, além destas tecnologias auxiliarem no aprendizado em sala de aula, fora dela haveria uma complementação nas tarefas extras dos professores, como no preparo de provas e trabalhos, materiais atualizados disponíveis da internet, preenchimentos dos cadernos de chamada e ajudando em afazeres administrativos, enfim, é importante e se faz necessário os professores buscarem essas facilidades por conta própria, pois o objetivo desta ferramenta é ser usada como meio, e não como fim em si mesma, ou seja, ela deve ser vista como um recurso complementar e necessário.

Pensando desta forma, a simplificação da rotina docente afetaria em levar os alfabetizadores a se inteirarem das tecnologias espontaneamente o que é elementar já que seus alunos já se apropriaram delas, mesmo os que não possuem computadores com acesso a internet em casa, procuram acessá-la para navegar em sites de relacionamento, grupos de discussão e pesquisas para auxiliar nos deveres de casa, mesmo sem recomendação de seu professor.

Portanto, não há motivos para ignorar o uso das tecnologias no ambiente escolar, a não ser que este recurso não posso ser usado de forma a gerar resultados no processo de ensino aprendizagem melhores do que o que está sendo apresentado.

Não se pode cobrar um bom desempenho das escolas se elas estiverem décadas atrás do que já se torno trivial nas práticas sociais, e isto é realidade pois há escolas com salas de informática, onde a estrutura física aparentemente sustenta a ideia de escola munida de tecnologias, mas em face, não há apropriação das mesmas o que acaba tornando o uso insueto.

A interatividade que os alunos tem com as tecnologias são mais avançadas do que possa ter seus professores ou pais, pois eles nasceram na era da informação, e muitos possuem maior habilidade de entender a linguagem virtual do que a textual, pois aí estamos tratando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Isso não significa que a educação atual seja pior ou ultrapassada, mas a realidade em que o aluno está imerso está mudando e a escola precisa acompanhar esta evolução.

Podemos considerar que algumas tecnologias digitais, não se tratando apenas dos computadores, já estão familiarizadas na escola, como o uso de calculadoras, calculadoras científicas, a TV e até mesmo os celulares. Eles podem sim, ser considerados, como tecnologias de informação e comunicação que possuem grande contribuição para um ensino estruturado e inovador.

Não podemos ignorar as tecnologias digitais, se os próprios alunos não ignoram e elas estão amplamente acessíveis, por exemplo, hoje em dia é difícil um estudante de ensino fundamental ou médio que não possua celular, então porque não tentar incluí-lo em uma atividade de aula, pois ele oferece muitas possibilidades didáticas. As escolas, por enquanto, os proíbem.

1.1 - Novas possibilidades tecnológicas e a formação de professores preparados a usar as novas tecnologias

A rápida evolução tecnológica em diversos setores da sociedade está exigindo dos profissionais da educação uma constante atualização. Nos cursos superiores, a formação de novos docentes enfrenta um novo desafio, o de ensinar as práticas educativas associadas a tecnologias para aprimorar o conhecimento nas aulas, sendo que o professor formando precisa estar ciente e compreender em quais situações irá ajudar no aprendizado dos alunos.

De fato, este novo profissional da educação, pronto e alvo a encarar essas mudanças precisa usar sua criatividade para melhor aproveitar situações de aprendizado, com a capacidade de compartilhar de suas experiências novas com equipes interdisciplinares (corpo docente e coordenadores pedagógicos), engajado na capacidade de adaptar-se a diferentes situações, com uma capacidade crítica diante disciplinas técnicas e humanistas. É um novo paradigma a ser almejado.

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[1] PROINFO – Programa Nacional de Informática na Educação.

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