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Por: Ana Lúcia Oliveira do Nascimento

Mulheres conquistam espaço no setor de Micro e Pequenas Indústrias em Goiás
Quebrando barreiras, assumindo um posto que era ocupado exclusivamente pelos homens e mostrando que nem as obrigações domiciliares atrapalham a conquista das mulheres

Nos últimos anos, as mulheres vêm se destacando cada vez mais e assumindo setores que antes eram ocupados e delegados apenas por homens. As conquistas estão mostrando que elas também são capazes de liderar. E o que era tido como algo raro, é muito comum hoje e vem quebrando preconceitos. Antes, as mulheres delegavam apenas as funções do lar, falar em trabalhar fora era considerado um abuso por parte dela.
As mulheres já se destacam em muitas funções que antes eram exercidas exclusivamente pelos homens. Profissões como médico, engenheiro, advogado, polícia, empresário, dentre outras. Várias conquistas e até mesmo pesquisas apontam a ascensão das mulheres nos mais variados setores.

Um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), em parceria com o Serviço de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), revelou um novo perfil do setor em Goiás, á frente das Micro e Pequenas Empresas estão as mulheres. De 311 empresas desse porte pesquisadas, 63% são coordenadas por mulheres. Dois principais ramos das indústrias no estado de Goiás são vestuário e alimentação. Dentro das empresas de vestuário (confecções) 82% é gerenciado por mulheres.

De acordo com o Presidente do Concelho Temático de Micro e Pequenas Indústrias da FIEG, Humberto Rodrigues de Oliveira, o que mais chamou a atenção nesta pesquisa foi a expressiva participação das mulheres na gerência das micro e pequenas indústrias. No total são 196 indústrias gerenciadas por mulheres. “Essa participação é mais expressiva em empresas que tem um número maior de funcionários”, afirma Humberto Rodrigues.

Produzir e vender

Segundo o professor de economia do Departamento de Ciências Econômicas pela UCG, Eduardo Rodrigues da Silva, uma das maiores dificuldades para se gerir um negócio, é o excesso de produção. “O empresário tem que levar em consideração que o mais importante não é produzir, mas vender”. Uma afirmação do economista é que ter consumidor é essencial. “Do que adianta ter uma empresa, fabricar o produto e não ter ninguém para comprá-lo, antes de abrir um negócio é bom se orientar”.
Naíce Gomes Nogueira, 54 anos, casada, moradora da cidade de Indiara é dona de um ateliê de arte no qual faz quadros de pinturas há sete anos. Naíce conta que começou a pintar como terapia para uma depressão que teve. Com o tempo se identificou tanto com a arte, que acabou transformando a terapia em negócio, o qual foi crescendo e exigindo mais habilidade dela.

A microempresária afirma que administra bem seu negócio, “sempre pinto os quadros, mas tenho limite para a produção, quando as vendas estão poucas, paro de pintar, evitando produzir em excesso”. Naíce disse que não deixa faltar tintas, pincéis, óleos e telas, se considera prevenida. “Conciliar as tarefas domiciliares com o ateliê é tranqüilo, pois minha filha já tem 18 anos”. Naíce conta que no começo foi difícil conciliar as duas responsabilidades, pois a filha precisava de ajuda nas tarefas escolares e ainda tinha que ir às reuniões da escola.

O equilíbrio entre produzir e vender

“Muitas vezes o empresário pensa que produzir é o suficiente, se esquecendo que sem o consumidor seu negócio e produção são desnecessários e fracassam”, afirma o economista Eduardo Rodrigues. O economista ressalta também que é muito importante analisar antes de abrir um negócio e que o ponto central é o mercado. “É necessário estabelecer o público alvo para saber quem será seu consumidor, fazer uma pesquisa de mercado ou no mínimo ter consciência de onde seu negócio irá funcionar, afirma ele”.
Suzana Abreu Luz, 31 anos, moradora do bairro Garavelo em Goiânia, abriu uma microempresa de doces e salgados no ano de 2006, objetivando colocar em prática a vontade de ter um negócio próprio. “Passei por todas as burocracias de se abrir uma empresa, aluguei a sala, contratei dois funcionários e pronto”. No começo, empresa funcionava bem, o lucro era considerável, mas, seis meses depois, uma confeitaria de grande porte abriu ao lado, provocando queda nas vendas. “Não consegui quitar o empréstimo de 2.700,00R$ que fiz para abrir o negócio e fechei a microempresa”, afirma a microempresária.

Dicas de administração

O economista Eduardo Rodrigues sugere algumas dicas para gerenciar bem um negócio e evitar que algumas confusões possam atrapalhar ou prejudicar a empresa.
1ª-O empresário não deve jamais misturar as contas pessoais com as da empresa. Pois, muitos fracassos têm proveniência desta mistura, que acaba gerando uma grande confusão.
2ª-Ter em mente que no primeiro ano não é possível obter lucros. Há apenas investimentos, pois, esta etapa do negócio ainda é considerada “fase de iniciação”.
3ª-Repor o capital investido na empresa, para somente depois começar a usufruir dos lucros. Assim, o negócio permanece e cresce sem dívidas que podem mais tarde prejudicá-lo.

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