Publicidade

Acesso Restrito

Sustentabilidade na Construção Civil

Por: Sebastião Luiz Bezerra Neto

“Utilizar os recursos disponíveis no presente sem esgotá-los e comprometer o meio ambiente das gerações futuras”

Palavras-chave: preservação, exploração de recursos, sociedade e sustentável.

Resumo:

Tendo em vista a forma que a construção civil é realizada, buscamos junto a ética sustentável, uma forma para que haja menos danos ao meio ambiente e a sociedade, alem de um custo reduzido e o reaproveitamento de matérias que são descartados , muitas vezes sem cuidado algum.

Introdução:

As questões ambientais têm ocupado, gradativamente, cada vez mais espaço nos problemas dos países, desenvolvidos ou não, e a quantidade de resíduos deixados por construções, cerca de cinco vezes maior do que de produtos, tornou-se um dos centros de discussões da sustentabilidade.

Algumas ações, como o uso de tintas sem solvente e materiais menos agressivos de forma geral, qualidade do ar e do espaço interno e redução de desperdícios com água e energia, como com um uso mais consciente dos ares condicionados, a inibição do uso desnecessário e simultâneo dos elevadores e a utilização de energia solar, podem fazer uma grande diferença e vem sendo pouco a pouco implementadas.

Pesquisas recentes indicam aumento de cerca de 5% nos gastos no processo de construção caso sejam feitos investimentos em sustentabilidade, contudo, a economia a médio e longo prazo, que gira em torno de 30% nos gastos com água e energia, compensa os gastos extras.

Em Belo Horizonte, já é possível observar parte dos resíduos de obras sendo destinados para obras populares ou de caráter público, possibilitando a substituição de matérias-primas tradicionais.

Como se pode perceber, uma postura consciente nas mais diversas etapas da construção civil, além de financeiramente viável, não só caracteriza uma empresa como preocupada com a situação do planeta, mas também passam esta imagem para o público, sendo assim, uma legislação mais clara e uma desburocratização são fundamentais para uma construção civil cada vez mais alinhada com as necessidades do nosso mundo, e o Comitê Brasileiro de Construção Saudável (CBCS), já idealizado por muitos, é uma alternativa necessária para que os padrões brasileiros sejam melhores entendidos e aproveitados e sua viabilização já vem sendo discutida.

A Construção Sustentável é um sistema que promove intervenções sobre o meio ambiente, sem esgotar os recursos naturais, preservando-os para as gerações futuras. Tal modelo de construção utiliza ecomateriais e soluções tecnológicas inteligentes, que promovem a redução da poluição, o bom uso e a economia de água e de energia e o conforto de seus usuários.

A obra sustentável deve aproveitar os passivos dos recursos naturais (como por exemplo, iluminação natural), racionalizar o uso de energia, prover sistemas e tecnologias que permitam redução no consumo de água (reuso, aproveitamento da água de chuva), contempla áreas para coleta seletiva de lixo (reciclagem) e criar ambientes saudáveis, utilizando tecnologias para regular acústica e temperatura.

Uma construção sustentável utiliza materiais e tecnologias biocompatíveis, que não agridem o meio ambiente, seja durante o processo de obtenção, fabricação, aplicação e durante a sua vida útil. Para tanto, é necessário utilizar produtos à base de água ou 100% sólidos, pois estes materiais não emitem gases nem odores quando em contato com o oxigênio.

Materiais e Métodos

Propõe-se um estudo teórico e a realização de práticas e métodos na construção civil, neste caso é indispensável o uso de mapeamento ao longo do tempo para se comparar o que esta sendo feito na região para se ter uma noção do qual uso da sustentabilidade as empresas estão se beneficiando. O método de pesquisa se estende a forma que essas empresas se estalarão e quais as exigência que foram feitas para esta instalação ocorrer de modo que não incomode a sociedade em um modo geral, alem da preservação de rios e afluentes, fauna e flora.

Resultados e Discussões

Os resultados obtidos foram discutidos conforme os objetivos do projeto de conscientização aos futuros engenheiros civis que foi apresentado e debatido em sala de aula.

Geral

Em 1987, com o relatório Brundtland (O Nosso futuro comum) foi concebido o conceito de desenvolvimento sustentável, abrindo assim espaço para uma nova ramificação na arquitetura, que prega uma interação do homem com o meio, utilizando os elementos e recursos naturais disponíveis, preservando o planeta para as gerações futuras, baseado nas soluções socialmente justas.

Algumas diretrizes a considerar para uma construção sustentável.

•    Pensar em longo prazo o planejamento da obra
•    Eficiência energética
•    Uso adequado da água e reaproveitamento
•    Uso de técnicas passivas das condições e dos recursos naturais
•    Uso de materiais e técnicas ambientalmente corretas
•    Gestão dos resíduos sólidos. Reciclar, reutilizar e reduzir.
•    Conforto e qualidade interna dos ambientes
•    Permeabilidade do solo
•    Integrar transporte de massa e ou alternativos ao contexto do projeto.

Existe muita discussão a cerca dos conceitos da construção sustentável. Primeiro que não é certo afirmar simplesmente que uma obra é ou não sustentável. A caracterização da sustentabilidade de uma construção vem do processo na qual esta foi projetada, executada e na somatória das técnicas usadas em relação ao entorno e lugar.

Pensar em um edifício isolado não faz sentido quando tratamos de questões ambientais como a sustentabilidade dos espaços construídos pelo homem. Por ser sistêmica, a construção para ser sustentável deve ser elaborado em um contexto, o externo é tão importante quanto o que ocorre nas dependências internas. Por isso, a comparação é a melhor forma de avaliar uma construção sustentável, a obra nunca está sozinha.

Se um edifício cumprir todos os pré-requisitos técnicos, respeitar todas as normas éticas ambientais, apenas usar materiais adequados e mesmo assim se fechar para dentro, não condizendo com as necessidades do entorno, não se relacionando com o lugar na qual está inserida, abstrair as outras construções e pessoas que convivem próximo.

Pode parecer complicado mas, não existe nenhuma obrigatoriedade de se cumprir todos os requisitos técnicos para uma construção ser sustentável. Caso contrário, as casas seriam todas iguais. Na verdade, as diretrizes são uma forma de orientar aqueles que pretendem construir de uma forma ambientalmente mais responsável.

Uma obra sustentável leva em conta o processo na qual o projeto é concebido, quem vai usar os ambientes, quanto tempo terá sua vida útil e se, depois desse tempo todo, ela poderá servir para outros propósitos ou não. Tudo o que diz respeito aos materiais empregados nela devem levar em conta a necessidade, o desperdício, a energia gasta no processo até ser implantado na construção e, depois, se esses materiais podem ser reaproveitados.

A auto-suficiência da edificação deve ser levada em consideração. Muitas vezes, alguma parcela da energia pode ser gerada no próprio lugar e a água pode ser reaproveitada, fazendo com que no longo prazo se obtenha uma economia considerável nas contas de luz e água. Geralmente a energia externa produz gases de efeito estufa em algum momento de sua produção. Em um contexto mais amplo, proporcionar a sua própria energia faz com que o edifício colabore com a redução destes gases.

Uma arquitetura sustentável deve, fundamentalmente, levar em conta o espaço na qual será implantada. Os aspectos naturais são de extrema importância para se projetar, assim, algumas soluções aplicadas a uma construção no campo podem não ser sustentáveis em outra na cidade e vice versa. Por exemplo, na primeira hipótese pode se pensar em utilizar materiais do lugar (madeira, pedra, terra etc...), pois pode ficar muito caro optar por peças industrializadas, além dos impactos ambientais diretos e indiretos.

O Brasil com o tamanho continental engloba uma série de panoramas climáticos diferentes. Uma construção sustentável deve respeitar e aproveitar o clima na qual está inserida.

A forma, as técnicas e materiais podem e devem ser combinados da melhor maneira que convier; mais uma vez, uma construção sustentável não tem receita pronta, apenas diretriz a serem levadas em consideração.

A permeabilidade do solo deve ser um aspecto significante em um projeto sustentável. Proporcionar espaços livres, vegetados e permeáveis faz com que os ambientes que circundam o edifício sejam mais frescos, criando microclimas que aproximam a vida natural do edifício e dão vazão à água que se acumula no chão deixando os espaços mais salubres.

Agradecimentos

Agradecemos ao nosso mestre Jairo Fuzeto na orientação e correção dada a nosso trabalho científico, alem de todos os integrantes do grupo pelo esforço oferecido no desenvolvimento deste.

Referência

BOFF, Leonardo. Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres. Ática, S.

Paulo, 1995. CORTINA, R. A. Personal vision of a good school. In: Phi Delta Kappan, 1990, n.71, p.512-571.

CUNHA, Aldo da et all. Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação. São Paulo: Escrituras Editora, 2006.

DIAS, G. F. Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana. São Paulo: Editora Gaia; 2002.

GUERRA, F. Educação Ambiental, escola e transformação da realidade. In: Cadernos da Fundamentação em Educação Ambiental. Ciclos Consultoria Ambiental. Fundação Vale do Rio Doce, 2004.

HESPANHOL, Ivanildo. Águas Doces no Brasil. São Paulo: Escrituras, 2006.

LEFF, Enrique. Saber Ambiental. Rio de Janeiro: Vozes, 1998

http://www.syene.com.br/blog/index.php/2011/05/23/sustentabilidade-na-construcao-civil/
http://patriciaguarnieri.blogspot.com/p/materiais.html
http://www.sustentabilidade.org.br/

Alunos: Beatriz Queiroz, Rodolfo Monteiro, Thiago Paulo, Sebastião Luiz.
Jairo Fuzeto (Orientador/Aems) Email: (jairofuzeto@yahoo.com.br)

Participação: Nenhum Comentário

Avaliação:

  • Atualmente /5

Se você quer comentar também Clique aqui

Compartilhe ou guarde este conteúdo

Mais Matérias de Atualidades

Resolução mínima de 800x600. Copyright © 2014 Rede Omnia - Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98).

R7 Educação