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Subemprego, a única oportunidade àqueles sem oportunidades?

Por: Raisa Yuka

No Brasil e no mundo, milhares de trabalhadores optaram pelos subempregos por uma oportunidade que faltara

O subemprego é relacionado ao desemprego, pois ele surge quando pessoas sem nenhuma ou pouca formação profissional necessitam de trabalho e optam por empregos como, diaristas, catadores de papel, entre outros. Assim, os subempregos quase que em sua totalidade oferecem baixas remunerações, o que resulta em baixa qualidade de vida aos subempregados, além de certa instabilidade com relação ao salário, por exemplo.

No cotidiano brasileiro não é incomum ver pessoas neste tipo de emprego, afinal o país é incapaz de atender as demandas da população quanto ao número de empregos, por isso, inúmeras pessoas que são desprovidas de quaisquer formações profissionais e vítimas do desemprego recorrem àquele. De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho a realidade do subemprego não é indiferente na América Latina, pois este divulgado em 2008 aponta que nos países latino-americanos o índice do subemprego cresce mais para as mulheres, também nele aponta altos índices de desemprego feminino, quando comparados ao masculino.

Diante desse cenário de falta de oportunidades e de empregabilidade no mercado, o que se questiona é o porquê pela opção de ser um subempregado. Mas a verdade é que o subemprego pode ser considerado como uma "válvula de escape" para pessoas com baixa instrução, já que muitas vezes após terem vínculos empregatícios com empresas acabados, não encontram outra oportunidade e necessitam sustentar suas famílias e si próprios.

Um agravante para o aumento dos índices de subemprego foi a crise financeira mundial que teve início nos Estados Unidos e se disseminou pelo mundo. Um dado importante é o de que no período de outubro de 2008 a janeiro de 2009 cresceu 14,2% o número de pessoas subocupadas em algumas das principais regiões metropolitanas do Brasil, já que uma significante parte da população, antes empregada, se viu sem uma ocupação.

A remuneração obtida pela pessoa subocupada, em relação a um trabalhador formal é inferior muitas das vezes, tendo em vista a mesma quantidade de horas trabalhadas. Além disso, muitos não contribuem para a previdência social mensalmente e não terão no futuro, o direito à aposentadoria. Certamente ficarão marginalizados na terceira idade e continuarão a exercer alguma atividade para manter seu sustento e a si própria.

Então, percebe-se que a realidade não deixa as pessoas optarem por fazerem o que realmente querem, oportunidades não são oferecidas a todos, seja nos estudos ou em simples empregos. Por isso, em meio de uma crise mundial como citado anteriormente, contribui ainda mais para o subemprego no mundo, porque nessas situações, quando pessoas não possuem emprego algum e necessitam de um algum trabalho para sobreviver o que os “espera” é o tal.

Ser um subempregado é de fato, a primeira, a única ou a última opção àqueles que necessitam de pelo menos ter uma renda para pelo menos, conseguir se sustentar nessa realidade onde não são todos que “podem”.

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