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Depressão na terceira idade

Por: Isabel C. S. Vargas

A depressão é uma enfermidade que pode ocorrer em qualquer

faixa etária. Geralmente, os familiares procurar ignorar ou mascarar a doença, por não saberem como tratar, visto que não é algo exposto, fácil de visualizar. Por ser entendida como um mal da alma, por falta de informação as pessoas tendem a esconder, pois existe o preconceito por parte destes familiares e da sociedade em geral com este tipo de doença.

Nos idosos ela pode vir a se instalar por vários fatores, tanto de ordem

social como de ordem física.

O fator social pode ser desencadeado por aposentadoria, por perda do cônjuge, pela saída dos filhos de casa por terem atingido a tão almejada independência fazendo que a pessoa sinta-se como inútil, por não estar trabalhando ou vivendo em função de alguém. Fica a sensação de vazio que uma vez não preenchida com outras atividades, com a participação em grupos ou o desenvolvimento de novas habilidades ou, ainda, até com a prestação de trabalho voluntário que pode vir a se transformar em depressão.

No que se refere aos fatores de ordem física, podemos citar a deficiência visual que é muito comum nos idosos, como no caso de catarata que faz com que a pessoa vá perdendo a visão. Também a diabetes pode causar este tipo de problema o que gera insegurança e até a impossibilidade de ter uma vida social normal, vindo a causar a depressão. O mesmo ocorre com problemas de ordem motora.

A situação financeira, ou seja, a falta de condições para arcar com as necessidades nesta fase da vida por si só já é motivo de ansiedade que pode se transformar, se não tratada, em depressão.

Um outro fator capaz de gerar a depressão é a falta de afetividade, ou seja, falta de carinho de familiares o que produz bem estar, segurança, valorização, autoestíma e reforço dos vínculos, fazendo com que o idoso tenha reforçado o sentimento de pertencimento, ou seja, de estar inserido, aceito e amado dentro de um grupo familiar.

A depressão também pode ocorrer por questões genéticas, pela falta de alguma substância no cérebro.

É importante a busca do tratamento, tanto médico como psicológico, pois existe a necessidade de medicação, que é fundamental para a superação da enfermidade, mas também existe a necessidade de acompanhamento e apoio por parte de um psicólogo para que a pessoa tenha segurança para mudar o comportamento.



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