Publicidade

Acesso Restrito

Todo o poder do consumidor

Por: Amazildo de Medeiros

O americano Michael Hammer tornou-se um dos primeiros teóricos dos negócios a alertar sobre os efeitos que a mudança de comportamento dos consumidores teria sobre as empresas. Para Hammer, o consumidor – esse ser muitas vezes desconhecido das empresas ganharia um poder incomensurável e, mais do que nunca, determinaria o destino dos negócios.

A cada dia, o poder do consumidor atinge patamares inéditos – e deve manter-se em ascensão por algum tempo. Talvez por muito tempo. Turbinados pela democratização da tecnologia, os clientes hoje não apenas participam ativamente do processo de elaboração e de fabricação dos produtos que vão comprar como muitas vezes, são responsáveis pela própria publicidade.

A professora de marketing, Barbara Kahn, da escola de negócios Wharton nos Estados Unidos afirma que os consumidores acabaram se tornando donos da promoção dos produtos. A especialista em comportamento do consumidor salienta, ainda, que essa é uma tendência que deve se intensificar no futuro, acompanhando o avanço da tecnologia.

Algumas empresas já perceberam esse movimento. Com esse movimento está se tentando aproximar não do ente abstrato chamado mercado, mas das pessoas reais. A fabricante brasileira de cosméticos O Boticário, por exemplo, recrutou um grupo de 21 adolescentes em escolas paulistanas para acompanhar seu dia-a-dia e entender suas necessidades. A pesquisa deu origem a uma linha de cosméticos desenhada de acordo com o desejo das meninas adolescentes, inclusive até mesmo o nome da série foi definido pelas entrevistadas.

A Procter & Gamble radicalizou. Meses atrás veiculou uma campanha publicitária para o desodorante feminino “Secret” em que convidava as consumidoras a revelar seus segredos num site. Depois, selecionou, alguns desses produtos e os exibiu em painéis eletrônicos e de quebra criou um site só para que as mulheres trocassem suas confidências. Foi um sucesso.

Obviamente, que essa aproximação ainda é como tatear no escuro. Lidar com um cenário incerto é justamente o grande desafio que as empresas terão daqui para frente. O primeiro perigo é entregar ao consumidor toda a responsabilidade sobre a inovação. Ao basearem-se, sobretudo, na opinião dos consumidores, as empresas podem cometer o pecado de ter um olhar sempre voltado para o passado em vez de criar necessidades novas para seu público.

A busca por novos produtos e serviços que façam algum sentido para o consumidor tornou-se exasperante. Já virou lugar-comum, as empresas se auto-adjetivarem como inovadoras. Ser inovador é mais do que realidade - esse é um desejo. Mais do que desejo - uma obrigação.

Amazildo de Medeiros – Analista de Organização
Análise/Resumo/Resenha
(Fonte: Revista Exame – Marketing – Tendências para 2007 - Dez/2006)

Participação: Nenhum Comentário

Avaliação:

  • Atualmente /5

Se você quer comentar também Clique aqui

Compartilhe ou guarde este conteúdo

Mais Matérias de Administração

Resolução mínima de 800x600. Copyright © 2015 Rede Omnia - Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98).

R7 Educação

Ankara Escort istanbul escort antep escort Ankara Escort mersin escort Antalya Escort Ankara Rus Escort escort bayan Ankara escort bayan ankara escort izmit escort bodrum escort Ankara bayan masöz kuşadası escort Eskişehir Escort Ankara escort bayan