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Problemas Fundamentais da Economia

Por: Marcelo Davi

Vivemos em uma sociedade onde cada instante deparamos com aquelas imensas vitrines com novos lançamentos de produto. Muitos dizem que é a “moda do momento”, outros, é a “Tendência de Mercado”. Entretanto nada mais é do que o grande excesso do crescimento (avanço) tecnológico exigidos por nós mesmo.

Muitos autores como Paul Samuelson, Juarez Alexandre Baldine Rizzieri (Profº da USP – Manuel de Economia) entre outros, definem a Ciência Econômica como uma ciência social e administradora dos recursos escassos entre usos alternativos. Mas também podemos definir economia como uma Ciência Social que utiliza a estratégia e o planejamento para que um país tenda a crescer utilizando os seus vários recursos escassos disponíveis. Para melhor entender vamos citar um exemplo: Imagine um país que tem como principal produto de exportação o “café” (conhecido nas relações comerciais internacionais como COMODITY) devido o fato dos solos do país (70% das terras) estarem apropriado somente para o cultivo do café e os 30% restantes são terras devolutas. Com o passar dos tempos ocorre uma crise mundial no mercado financeiro de produtor de gêneros agrícolas, entre os quais os mais afetados foi o “café”. Devido a isso as exportações de café cairam levando junto à economia do país. Nesse momento surgem várias indagações sobre o que deverá ser feito para superar a crise.

Primeiro de tudo temos que explicar o sentido das palavras Estratégia e Planejamento inserido na definição de economia. Conforme no Dicionário Aurélio, “Estratégia é a arte de aplicar os meios disponíveis ou explicar condições favoráveis com vista a objetos.

Planejamentos: 2.Tencionar,projetar;3.elaborar um plano de”. Uma da estratégia que deverá ser aplicada para superar essa crise será produzir um novo tipo de produto para exportação, ou seja, aproveitar os meios (recursos escassos – utilizar os 30% das terras devolutas) disponíveis para gerar uma segunda opção de economia para o país. Por exemplo, o cultivo de arroz para exportação. O planejamento terá como principal objetivo que o índice de exportação de arroz não supere as exportações de café, pois estaríamos sacrificando, deixando de produzir um determinado produto (café) para poder produzir outro tipo de produto (arroz), na qual esse processo (transformação) na economia é conhecido como “custo de oportunidade”.

Com todas essas explicações e exemplificações podemos dizer que o universo da economia é um leque de opções, caminhos ou maneiras para gerar riquezas para um país utilizando-se dos seus recursos escassos disponíveis. Mas para isso precisamos antes de tudo fazermos uma análise estratégica e planejadora para se aproveitar os recursos escassos disponíveis, conforme esquema abaixo .

Esquema de Estratégia e Planejamento

Ciências Econômicas
Estratégia Econômica
Planejamento Econômico
Desenvolvimento Econômico
Recursos Escassos Disponíveis

Os Desafios da Economia: “O que, Quanto, Como e Para Quem produzir”

A cada momento novos desafios (problemas) para o mundo da economia vêm surgindo. Um deles é satisfazer as necessidades humanas e que determinado bem econômico, seja ele, um bem material (concreto, ou seja, bens em que se pode mensurar, dá características, ex. uma casa, um barco, etc.) ou bem imaterial (abstrato,ou seja,bens em formas de serviços,ex.: a consulta do médico com o seu paciente,o ensino da professora ,os serviços bancários e dos correios,etc.) possa ter repercussão no mercado.É através dessas necessidades humanas que a Economia entra em campo para responder as indagações seguintes: “O que,Quanto,Como e Para Quem produzir”.

Em relação o que produzir, primeiro temos que fazer uma análise (estudo) geral da sociedade, pois a Economia como uma ciência social não estuda somente interesses individuais de poucos, mas os interesses de toda uma coletividade. Feito estas análises agora podemos determinar qual a quantidade de produtos a ser produzido e em que proporções serão colocados à disposição da sociedade. A principal variável que podemos relacionar com “o que e em que quantidade” é através da demanda. Pois devido este fator podemos estudar o comportamento da coletividade, ou seja, saber quais produtos estão satisfazendo as necessidades humanas no mercado e em que proporções.

O outro problema fundamental da Economia é a questão de como será produzido os bens, ou seja, os fatores de produção que serão aplicados durante o processo de produção. Tais fatores como: Matéria-prima, bem de capitais tangíveis, Tecnologia, mão-de-obra qualificada (especializada – Divisão do Trabalho). Antes de tudo, temos que observar que a maioria dos recursos que a natureza dispõe ao homem são escassos. Então devemos cada dia mais ter a consciência e buscar novas alternativas para a produção desses bens. Pois se não estamos comprometendo todos os pilares (Teorias) econômicos sustentados ao longo dos séculos.

Outro desafio da Economia é determinar “para quem produzir”, ou seja, para quem direcionará os bens econômicos produzidos. Um dos principais fatores nessa questão será o ”Preço”. Quanto maior a oferta, menor será a demanda ou quanto menor a oferta maior será a demanda. Neste caso concluímos que o preço é o fator de restrição, exclusão em uma economia de mercado.
Para resumir podemos concluir que os problemas fundamentais da economia estão todos interligados como se fosse um conjunto de órgão do nosso corpo. Sempre mantendo o sincronismo e equilíbrio para sustentar todo um corpo, ou seja, a sociedade.

Esquema de Estratégia e Planejamento do Processo de Produção dos Bens Econômicos
Ciência Econômica


Recursos Escassos Disponíveis
1. Lei da Escassez (Objeto de Estudo da Ciência Econômica);
2. Fatores de Produção – Matérias-primas, bens de capitais tangíveis, Mão-de-obra qualificada (Especializada), Tecnologia;
3. O grau de escassez é diretamente proporcional à demanda;


Estratégia Econômica
1. Satisfazer as Necessidades humanas;
2. Abrir novos rumos para a economia;
3. Diversificar a economia vigente;
4. Pesquisas (Ensaios) para produção de novos produtos;


Planejamento Econômico
1. O que produzir – Análise probabilística da necessidade humana e dos Recursos Escassos disponíveis;
2. Em que quantidade – Análise do comportamento do Mercado (Tendência);
3. Como produzir (Processo de Produção) – Concorrência de Tecnologia: Tecnologia Avançada X Tecnologia Precária;
4. Para quem produzir – O preço como fator de Exclusão, Oferta X Demanda;


Desenvolvimento Econômico
1. Aumento das Reservas do país;
2. Entrada de Investimento Estrangeiro (Globalização Econômica);
3. Balança Comercial Favorável (Superávit);
4. Custo de vida favorável;

A Relação da Pesquisa Científica com a Ciência Econômica

Como em todas as Ciências as pesquisas (investigação) são iniciadas por meios de fatos. Através desse tipo de objeto (fato) de estudo é que nos leva a observar como se comportam os fenômenos econômicos ocorridas na sociedade. Resultando desse trabalho Científico as várias formulações, tais como: Teorias, Hipótese, Argumentos, Métodos Científicos entres outros.

A única variável diferente entre a pesquisa científica direcionada às outras ciências é que os fatos podem ser estudados em laboratórios com equipamentos apropriados para cada tipo de pesquisa. Já a pesquisa científica aplicada aos fenômenos econômicos tem como ambientes de estudo o universo como um todo e as observações só podem ser observados com o decorrer dos tempos.
Devemos também ressaltar que os fenômenos socioeconômicos se modificam ao longo dos tempos, ou seja, um fenômeno ocorrido em uma época passada é totalmente diferente de uma ocorrida em uma época posterior. Um exemplo disso é comparar a crise de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York quebrou levando juntos centenas de investidores. Por causa do grande excesso da superprodução, ou seja, se produziu muito para uma taxa de demanda menor da sociedade. Tudo isso comparada às crises que assolam hoje a economia mundial.

Os primeiros passam para se analisar (investigar) um determinado comportamento humano ou problema socioeconômico é preciso colher os dados (fatos). Colhidos os dados, retiram-se as variáveis principais, ou seja, os fatores que levam a ocorrência desse acontecimento (comportamento ou problema). Para apartir daí tirarmos as Hipóteses (devemos sempre indagar que Hipótese não é explicações concretas, mas sim, uma conjetura da análise), ou seja, motivos pelos quais esses problemas ocorrem e as maneiras como eles se comportam.

Todos os problemas ocorridos no universo existem uma resposta para que esta tal problema ocorra. Podemos citar vários exemplos, como: Se a temperatura do planeta se eleva, isso ocorre por causa do efeito estufa, ou seja, o avanço da tecnologia beneficiando de um lado e prejudicando do outro. O outro exemplo estamos vendo todos os dias nas manchetes de jornais. A crise financeira no mercado imobiliário nos Estados Unidos, que hoje está se alastrando (conhecido no mundo da economia como Bolha Especulativa) no mercado mundial de ações. Isso ocorre por causa dos investidores que vêem nisso tudo o risco de perderem toda uma riqueza. Através disso vendem seus Títulos (Ações) nas Bolsas de Valores a preço de banana.

Com esses exemplos citados podemos observar dois novos conceitos referentes à Investigação Científica, a Lógica de Deduções e as Implicações decorrente, provenientes das Hipóteses. Uma Hipótese é criada apartir de análises (Estudos) de um determinado comportamento ou problema socioeconômico. Dessas Hipóteses são retiradas as Deduções e posteriormente as Implicações oriundas das Hipóteses, ou seja, quais as suas conseqüências no ambiente (fato, objeto) analisado.

Feito todo esse processo partirmos agora para as formulações Teóricas (Leis), ou seja, as explicações concretas para que um determinado fenômeno socioeconômico possa ocorra (existir). Podemos exemplificar a Teoria de David Ricardo, na qual ele relata que: “O valor de um determinado Bem Econômico (mercadorias, produtos) é dado pela quantidade de trabalho nele agregado”. Analisadas as Hipóteses, retiradas as Deduções Lógicas e em seguidas as Implicações. Faz-se a junção de todas essas variáveis para assim formuladas as Teorias para aquele fenômeno em questão.

Criadas as Teorias agora partimos para fase real da Investigação Cientifica. Real no sentido que agora os dados já analisados (Estudos) e as Teorias formuladas são confrontados (comparabilidade de dados) coma a situação real do problema. No final desse processo de confronto, retirarmos as conclusões finais da investigação. É nessas conclusões que vamos observar se as Teorias explicam a real situação dos Dados analisados, apurados e estudados da investigação científica.

Se as Teorias são satisfatórias e concretas, ou seja, explicam a real situação das questões, então ela é aceitável. Por outro lado devemos questionar que nem toda pesquisa científica tem as sua Teorias aceitas em relação às conclusões finais, ou seja, são rejeitadas. Quando isso acontece devemos proceder da seguinte maneira: Analisar novamente as conclusões finais para que possamos verificar quais os fatores (variáveis) que estão fora da real situação. Apartir desse momento observarmos duas coisas diferentes: Ou Teoria é reformulada, acrescentando-se novas variáveis. Ou a Teoria é rejeitada, criando-se uma nova Teoria superior a ela.
Devemos imaginar que toda investigação científica tem as suas limitações. Os fatos, problemas, comportamento ou fenômenos em questão não possuir todas as variáveis analisadas (incorporadas). Sempre existirá certa margem de erro aceitável. Isso pode ser explicado pela Teoria dos Grandes Números.

Então podemos concluir que as Investigações Científicas no ramo da Ciência Econômica têm como objetivo primordial nos mostrar a melhor alternativa para achar a solução de uma determinada questão que aflige a sociedade (Coletividade).

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